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Reunião de Jovens

Reunião de Jovens

ESTUDO REFERENTE À DINÂMICA DO JOVENS A SER ABORDADA NA EBD DO DIA 16-10-2016

PERGUNTA 1 Este assunto deverá ser estudado pelos jovens e será abordado na EBD do dia 16-10-2016

Textos referência: João 18:12 -40:

A partir da leitura dos versos 28 a 40 descreva como foram as participações de alguns agentes no processo de crucificação do Jesus.

Aborde a atuação dos religiosos e os diálogos entre Pilatos (Império Romano) e o Senhor Jesus, bem como a atuação do povo.

a atuação dos religiosos

João 18:28 Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.

João 18:29 Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem?

João 18:30 Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.

João 18:31 Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.

os diálogos entre Pilatos (Império Romano) e o Senhor Jesus

João 18:33 Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?

João 18:34 Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?

João 18:35 Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?

João 18:36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

João 18:37 Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.

João 18:38 Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.

a atuação do povo.

João 18:40 Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador.

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PERGUNTA 2 – Os tais religiosos conheciam as Escrituras?

SIM.

João 18:28 Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.

João 18:31 Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.

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PERGUNTA 3 – Com base no texto de João 18:28-40, responda: Pilatos tinha intenção de matar Jesus?

NÃO.

João 18:38 Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.

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SOMOS GRATOS PELA GRANDE PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS DAS DIVERSAS IGREJAS QUE ENVIARAM AS CONTRIBUIÇÕES PARA O ESTUDO DA EBD, OS IRMÃOS ENVIARAM ÁUDIOS E CONTEÚDO ESCRITO.

TODA E QUALQUER PARTICIPAÇÃO NOS ASSUNTOS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL É BEM VINDA, OS IRMÃOS PODEM ENVIAR AS CONTRIBUIÇÕES (ÁUDIOS VÍDEOS E TEXTO) PARA:

  • ebd.satelite@presbiterio.org.br

ESTUDO REFERENTE À DINÂMICA DO JOVENS A SER ABORDADA NA EBD DO DIA 09-10-2016

Este assunto deverá ser estudado pelos jovens e será abordado na EBD do dia 09-10-2016

Textos de referência: João 18:28-40 e João 19:6:

Sabemos que sobre todos os responsáveis pelo processo de crucificação e morte do Senhor Jesus, há um juízo. Pergunta-se:

  1. Qual o interesse do Império Romano na crucificação do Senhor Jesus?
  2. Quais foram as perguntas que Pilatos fez a Jesus?
  3. Pilatos identificou algum motivo para matar Jesus? Cite um texto que embase sua resposta.

ESTUDO REFERENTE À DINÂMICA DO JOVENS – 18-09-2016

PARA O PRÓXIMO DOMINGO – DIA 18-09-2016 – JOVENS

NO CAPITULO 17, VERSOS 6 A 26 O SENHOR JESUS FAZ UMA PRESTAÇÃO DE CONTAS AO PAI.

  1. CITAR OS VERSOS QUE FALAM DA PALAVRA, DA UNIDADE (CORPO) E DA SANTIFICAÇÃO E OS RESPECTIVOS TEXTOS.
  2. DESCOBRIR O MÁXIMO DE PRESTAÇÕES DE CONTAS QUE JESUS DEU AO PAI NESTES VERSOS.
  3. FAZER UM RESUMO DAQUILO QUE ACHOU MAIS IMPORTANTE NESTA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO SENHOR JESUS QUANTO A SUA PERSONALIDADE E QUANTO A NECESSIDADE MAIOR DA IGREJA.

ESTUDO REFERENTE À DINÂMICA DO JOVENS – 31-08-2016

PERGUNTA PARA OS JOVENS

De posse dos versículos abaixo, construa uma frase ou relato que melhor defina sua firmeza espiritual em Jesus, abordando em sequência o projeto de salvação (ressaltando os sete itens abaixo):

ITENS

  1. Origem
  2. Eleição
  3. Chamado
  4. Motivos
  5. Recursos
  6. Destino
  7. Se

TEXTOS BÍBLICOS

  • a) Romanos 6:23
  • b) Gálatas 1:15
  • c) Efésios 1:12
  • d) Efésios 2:8
  • e) Colossenses 1:23
  • f) I Tessalonicenses 1:4
  • g) I Pedro 1:2

RESPOSTA

  1. Origem: I Ts 1:4: Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus.”
  2. Eleição: I Pe 1:2: Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.”
  3. Chamado: Gl 1:15: “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça,”
  4. Motivos: Ef 1:12 : Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo.”
  5. Recursos: Ef 2:8: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”
  6. Destino: Rm 6:23: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”
  7. Se: Cl 1:23: Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.”

Reunião de jovens – síntese da bíblia – Velho Testamento

A paz do Senhor Jesus!

Para baixar o material que foi mencionado na reunião de jovens, basta clicar no link abaixo.

É  importante que os professores de jovens, levem esse material impresso para poderem realizar as tarefas propostas em sala de aula.

CLIQUE AQUI

PALAVRA AO PROFESSOR – 27-JUN-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 27-JUN-2015

– TEMA: A FÉ

ASSUNTO: INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO DA SALVAÇÃO

TEXTO FUNDAMENTAL: ATOS 15.1-35

 

EM ATOS 14.27 PAULO E BARNABÉ TESTEMUNHARAM DA SALVAÇÃO PELA FÉ QUE ALCANÇOU OS GENTIOS.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS EM ATOS 15, DO ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO DA SALVAÇÃO, E O ENSINO APOSTÓLICO, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO

“… MANDAR-LHES QUE GUARDASSEM A LEI DE MOISÉS.” VS. 5

 

ENSINO APOSTÓLICO

“… MAS CREMOS QUE SEREMOS SALVOS PELA GRAÇA…” VS. 11

“… NÃO LHES TENDO NÓS DADO MANDAMENTO.” VS. 24

“… PARECEU AO ESPÍRITO SANTO E A NÓS…” VS. 28

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

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OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

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OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que:

– O ensino que vem do Espirito Santo é que preserva a salvação do servo;

– a mensagem fora do corpo leva a igreja a perturbação e transtorno da alma;

– Argumentos humanos e religiosos podem atuar sobre a vida do servo na sua caminha, isto é, no processo da salvação, no sentido de desviá-lo da fé profética que lhe foi dada para um sistema humano e religioso, que por fim anula a graça salvadora revelada no encontro com o Senhor.

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INTRODUÇÃO

EM ATOS 14.27 PAULO E BARNABÉ TESTEMUNHARAM DA SALVAÇÃO PELA FÉ QUE ALCANÇOU OS GENTIOS.

“E quando chegaram, e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”. Atos 14.27

O apóstolo Paulo e Barnabé foram enviados, por revelação do Espírito Santo, da Igreja de Antioquia para anunciarem o evangelho da graça. Nessa viajem, Paulo compreende, diante da rejeição de alguns judeus, que o evangelho era de fato também para os gentios, os quais ele passou a focar como apóstolo.

“Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era necessário que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.” Atos 13.46-47.

Agora, alcançados pela graça, Paulo exorta aos gentios a permanecerem na fé, mostrando com isso que, para preservar a salvação alcançada pela graça é necessário o exercício da fé que vem de Deus para santificação do Espírito. O próprio apóstolo Paulo confirmou isso quando disse: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé…”. Efésio 2.8.

A salvação é decorrente da graça, isto é, do favor de Deus. Entretanto, o instrumento que nos liga a esse favor não merecido é a fé. A graça é a disposição de Deus para salvar e a fé é o elemento criado por Deus na eternidade para colocar o homem dentro da graça para sua salvação. Essa fé não é gerada pelo homem, mas vem de Deus.

A fé que vem de Deus alcança o homem em um determinado momento de sua vida quando o Senhor se revela a ele num encontro para a salvação. Ela é dada ao homem no encontro, a fim de que esse homem seja conduzido por ela (pela fé) numa caminhada em santificação para eternidade.

Ao retornarem a Antioquia, Paulo e Barnabé reuniram a igreja para testemunharem da salvação estendida aos gentios, mostrando que a salvação é pela graça mediante a fé: “… quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.” Atos 14.27. A fé é comparada por ele à porta. A graça salvadora é para todos, porém é preciso entrar pela porta. Só há uma porta. A fé é a porta que se abre para que por ela o homem possa acessar a graça. Essa fé só é possível quando o Espírito Santo revela o Senhor Jesus, pois Ele é o autor da fé, isto é, Ele é quem gera essa fé no coração do homem. Pela fé entramos pela porta que se nos abriu. O Senhor Jesus é a porta aberta pela qual entramos pela fé para salvação.

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COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS EM ATOS 15, DO ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO DA SALVAÇÃO, E O ENSINO APOSTÓLICO, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO

“… MANDAR-LHES QUE GUARDASSEM A LEI DE MOISÉS.”VS. 5

“Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés”. Atos15. 5

 

COMENTÁRIO:

A igreja já estava estabelecida e com certa estrutura, inclusive com um crescimento notável. Exatamente nesse momento de crescimento surgem alguns desvios doutrinários que, se não combatidos, poderiam interferir no processo da salvação de muitos gentios que estavam se convertendo aceitando a graça.

Alguns judeus, grandes conhecedores da lei de Moisés passaram a vincular a salvação às obras da lei, a ponto de ensinarem que não seria possível salvação sem as obras da lei (Vs. 1). Para eles então, a salvação pela graça deveria ser vivida sob a lei.

Isso era uma interferência no processo de salvação estabelecido por Deus em santificação do Espírito, porque guardar a lei de Moisés estava no contexto do entendimento de salvação no VT, que era pelas obras da Lei.

Agora, após o derramamento do Espirito Santo sobre a igreja seu entendimento de salvação alcançou o profético: A graça de Deus foi manifestada em Jesus. Ele é a porta da graça que se nos abre pela fé para ser vivida em santificação do Espírito.

“Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios, que continuamente se oferecem, cada ano, poderá aperfeiçoar os que a eles se chegam.” Hebreus 10.1

 

ASPECTO PROFÉTICO:

O ensino que os judeus queriam inserir na vida dos crentes não contestava o ato da salvação em Jesus, mas sim a forma de vida após o encontro com o Senhor Jesus. Esse ensino era produto de uma interpretação literal da lei de Moisés no Velho Testamento. Assim, a fé dada ao crente no encontro com Jesus a fim de que ele fosse agora santificado pelo Espírito Santo, ouvindo sua voz no processo, seria descaracterizada, haja vista que o crente teria que guardar dias, festas, ritos, alimentos, etc. Nesse sentido, o Espírito Santo é uma figura dispensável. Não é Ele quem fala, não é Ele quem santifica, mas é o esforço humano produzindo obras para justificar o homem diante de Deus. Quanto a isso, Paulo diz:

“Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” Gál. 5.4.

De uma forma geral, não vemos contestação à salvação em Jesus. Entretanto, a grande preocupação do servo deve ser a forma como a salvação será vivida após o encontro com o Senhor Jesus. No processo da salvação, o mesmo Espírito que operou no encontro vai continuar operando. Por isso a fé nos foi dada, a fim de que o servo creia e obedeça a voz do Espírito na caminhada.

Porém, é possível que alguns tentem inserir ensinos fundamentados em interpretações pessoais, humanas, teológicas e filosóficas na vida do servo e na vida da igreja, deslocando o ensino apostólico que é resultado da operação do Espírito Santo, criando um sistema religioso dirigido pela razão humana, onde a graça é substituída pelo esforço e virtude humana. Esse tipo de processo anula o ato, isto é, anula a salvação revelada pela graça.

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COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS EM ATOS 15, DO ENSINOQUE INTERFERE NO PROCESSO DA SALVAÇÃO, E O ENSINO APOSTÓLICO, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

ENSINO APOSTÓLICO

“… MAS CREMOS QUE SEREMOS SALVOS PELA GRAÇA…” VS. 11

“Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também.”. Atos15. 11

 

COMENTÁRIO:

O apóstolo Pedro contestou a necessidade de que a igreja guardasse a lei, visto que ela recebeu o Espírito Santo, por quem ela seria conduzida em sua caminhada (Vs.8). Ele mostra que o coração do servo é purificado, ou santificado, pelo Espírito por meio da fé, conforme o versículo 9. Pedro chega a ponto de considerar a imposição da lei à igreja como “tentar a Deus”, uma vez que nem os antepassados, nem eles, puderam suportar o peso da lei (Vs. 10).

Assim, ele reafirma que a graça é suficiente para a salvação tanto do judeu como dos gentios.

Seremos salvos pela graça = seremos (corpo); graça (favor imerecido). A graça alcança o homem sem que o mesmo mereça e a fé o justifica para a salvação.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

O ensino apostólico de salvação pela graça é apresentado dentro de um contexto, onde Pedro insere o Espírito Santo que a igreja recebeu (Vs. 8) e a fé que foi dada ao crente (Vs. 9). Portanto, somos salvos pela graça, que é preservada por uma operação do Espírito Santo na vida do servo no processo da salvação, mediante a fé que lhe foi dada para obediência a voz do Espírito.

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ENSINO APOSTÓLICO

“… NÃO LHES TENDO NÓS DADO MANDAMENTO.” VS. 24

“Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma (não lhes tendo nós dado mandamento),” Atos15. 24

 

COMENTÁRIO:

A resposta aos irmãos sobre aquele ensino trazido pelos judeus foi no sentido de mostrar que ele não vinha dos apóstolos. As palavras ditas por eles (fariseus) traziam transtorno, ou confusão para a alma, exatamente pelo fato de não sido orientada por eles.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

“alguns que saíram dentre nós” – é uma referência a um grupo que estava no meio da igreja, mas sem comunhão com o Corpo, tentando trazer para dentro aquilo que está lá fora. Para esses, é melhor o que vem de fora do que aquilo que o Espírito Santo está revelando no Corpo.

 

“vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma” – “Com palavras”, ou seja, com argumentos. Palavras que são copiadas de fora, que imitam os de fora. Palavras que não foram orientadas pelo “Corpo”. Experiências que não foram geradas no Corpo não cabem nessa Obra. Acabam trazendo perturbação para o rebanho e transtorno à alma do crente.

 

“não lhes tendo nós dado mandamento” – A palavra “mandamento” aqui no texto está relacionada a ordenanças e não mandamento conforme o conceito do VT.

O ensino que viria para a igreja teria que ser o ensino produzido pelos apóstolos, ou seja, pelo “Corpo”. Aqueles que traziam qualquer ensino que não tivesse sido “mandado”, ou ordenado pelos apóstolos, ou seja, não estivesse de acordo com a “doutrina apostólica”, esse ensino estava fora da ordenação do “Corpo”. Quem faz isso está fazendo algo que não está ordenado a fazer. Por isso a palavra mandamento, ou ordenança. Não foram ordenados para isso. A ordenação é para pregar revelação e não aquilo que “achamos melhor”.

Isso porque o ensino que vem do corpo (verso 28) é aquele que “parece bem ao Espírito Santo (em primeiro lugar) e depois a nós”. E esse é o ensino aceito pelo Corpo, ou seja, pela igreja.

A colocação feita pelos apóstolos quanto a esse tipo de ensino “fora do corpo” é que ele vem com palavras que causam perturbação e transtorno entre o povo.

Aquilo que não vem do corpo e não é segundo a revelação do Espírito Santo (não parece bem ao Espírito Santo) só causa transtorno e perturbação.

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ENSINO APOSTÓLICO

“… PARECEU BEM AO ESPÍRITO SANTO E A NÓS…” VS. 28

“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:” Atos15. 28

 

COMENTÁRIO:

A doutrina de salvação pela graça foi confirmada pelo Espírito Santo. O ensino que estava sendo levado à igreja era aquele que “pareceu bem ao Espírito Santo”. Portanto, não se tratava da opinião de Pedro, Tiago, ou qualquer outro apóstolo. Aos apóstolos coube aceitar de bom grado o que veio do Espírito Santo: Não impor encargo da lei sobre a igreja, pois a salvação é pela graça.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

O ensino vivido pela igreja é aquele que “parece bem ao Espirito Santo” e aquilo que parece bem ao Espírito Santo é aquilo que é revelado por ELE.

Aquilo que pregamos, de igual forma também deve ser o que “parece bem ao Espírito Santo”.

O ensino não é uma interpretação pessoal, não é o que o pregador acha, mas é aquilo que vem do Corpo.

Quando nos dispomos pela fé a ouvirmos o Espírito Santo, a salvação alcançada pela graça é preservada na vida do servo e na vida da igreja.

Pareceu bem ao Espírito Santo preservar a salvação da igreja mediante Sua manifestação e Seu governo, ao qual o servo e a igreja se submetem pela fé.

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PALAVRA AO PROFESSOR – 30-mai-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 30-mai-2015

– TEMA: ORIGENS DA FÉ

– ASSUNTO: FÉ RACIONAL E FÉ PROFÉTICA

– TEXTO FUNDAMENTAL: LUCAS 23.33-43

 

EM LUCAS 23.39 UM DOS MALFEITORES USA O ARGUMENTO RACIONAL QUE JUSTIFICARIA SUA “FE” EM JESUS.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSE ARGUMENTO E DO ENTENDIMENTO PROFÉTICO DA FÉ MANIFESTADO PELO OUTRO MALFEITOR.

 

ARGUMENTO RACIONAL

“… SE TU ÉS O CRISTO, SALVA-TE A TI MESMO, E NÓS.” VS. 39

 

FÉ PROFÉTICA

“… ESTANDO NA MESMA CONDENAÇÃO? – VS. 40

“… LEMBRA-TE DE MIM, QUANDO ENTRARES NO TEU REINO – VS. 42

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que:

– A fé tem duas origens: uma relacionada à obra criadora e outra à obra redentora;

– A fé relacionada à obra criadora origina-se na razão. Esse tipo de fé é produzida por uma teologia conduzida pela filosofia que racionaliza a fé e dispensa o Espírito Santo. Tudo nela está relacionado à obra criadora. A esse tipo de fé atribuem-se conquistas, ou “bênçãos” relacionadas ao plano terreno e secular; nesse tipo de fé, o ponto central é o homem.

– A fé relacionada à obra redentora é profética. Ela vem de Deus. Ela é a uma operação do Espírito Santo. Ela gera no homem a esperança de vida eterna e o conduz numa caminhada para a vida eterna; nesse tipo de fé, o ponto central é Deus.

 

 

INTRODUÇÃO

EM LUCAS 23:39 UM DOS MALFEITORES USA O ARGUMENTO RACIONAL QUE JUSTIFICARIA SUA “FE” EM JESUS.

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.”. Lucas 23:39

 

O cenário da cruz mostra dois entendimentos de fé: uma fé em Jesus para a vida eterna e uma fé em Jesus para a vida terrena. A fé da cruz para baixo e a fé da cruz para cima. Portanto duas origens da fé: uma da obra criadora e outra da obra redentora.

O entendimento de fé da obra criadora ali era no sentido de que Jesus poderia salvar-se a si mesmo, salvar a ambos e tudo isso para esta vida presente. Esse tipo de fé admite que alguém seja cristão e até evangélico, mas ao mesmo tempo vivendo ligado ao mundo entendendo que Jesus vai continuar com ele. Salvo uma vez, salvo para sempre.

A fé da Obra redentora leva o homem a desejar eternidade, pois para ele as coisas dessa vida terrena perdem o valor em relação a promessa de vida eterna.

Os dois malfeitos ouviram duas mensagens relacionadas a Jesus:

– “Pai, perdoa-lhes”. Essa mensagem vinha do alto da cruz, vinha de Jesus. Ela expressava o projeto de resgate pelo sangue que Jesus ali estava derramando;

– “Se tu és o Cristo”. Essa mensagem vinha de baixo, vinha do povo, dos religiosos e dos soldados romanos. Ela expressava a dúvida e condicionava a fé.

Os dois malfeitores se posicionaram diante disso. Um recebeu a revelação de Jesus. Nele operou uma profética, porém o outro ficou com a mensagem de “baixo”. Nele operou uma fé racional.

 

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSE ARGUMENTO E DO ENTENDIMENTO PROFÉTICO DA FÉ MANIFESTADO PELO OUTRO MALFEITOR.

 

ARGUMENTO RACIONAL

“… SE TU ÉS O CRISTO, SALVA-TE A TI MESMO, E NÓS.” VS. 39

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.”. Lucas 23:39

 

COMENTÁRIO:

“…se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e nós.”

Esse malfeitor condiciona sua “fé” a uma operação que livrasse o próprio Jesus da cruz, bem como os dois malfeitores. Ele argumenta que Jesus só seria o Cristo se assim o fizesse e, portanto, isso justificaria uma “fé” em Jesus.

Essa era a mesma condição defendida pelo povo e pelos líderes religiosos. Para eles não fazia qualquer sentido o derramar do sangue de Jesus naquela cruz. Por isso diziam: “salva-te a ti mesmo”.

Portanto, a “fé” manifestada pelos religiosos e pelo povo dispensava o sangue e tinha que ser provada com um sinal miraculoso que salvasse para essa vida. Era uma fé racionalizada. Uma fé originada em princípios religiosos. Era uma questão quase que de lógica. Se Ele é o Cristo, não poderia morrer. Se Ele é o Cristo, tem que salvar para essa vida. Se Ele é o Cristo, tinha que restaurar o reino a Israel. Isso era um entendimento religioso e até teológico fundamentado na razão. Era isso que a razão religiosa espera do Messias.

“Se tu és o Cristo” é uma demonstração do desconhecimento e da vida que se opõem à fé profética. O projeto racional aponta para aquilo que é terreno, deseja e se contenta com o que é deste mundo e se acomoda a uma vida pecaminosa.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé cuja origem é a razão atua no ambiente da obra criadora onde tudo converge para essa vida. Essa fé criadora não leva para o céu. Não coloca o homem dentro do projeto de salvação.

A salvação pregada em função dessa “fé” é a salvação das mazelas terrenas e sociais. É a mensagem materialista que despreza o poder do sangue de Jesus que é a operação do Espírito Santo. Ele era um malfeitor sem Cristo e agora será um malfeitor com Cristo sob o argumento de que está na “graça”. Trata-se de uma fé que aceita os sinais, mas não está comprometida com o Sangue. Essa fé criadora, ou racional morre com o homem.

Essa fé concebe um tipo de evangelho social, cuja função é a solução dos problemas relacionados à vida terrena. É estabelecer a igualdade entre os povos, estabelecer a paz, acabar com a fome e trazer a liberdade. Esse tipo de mensagem materialista amparada por essa fé prepara o ambiente para o anticristo: Paz, pão e liberdade.

Jesus não deu resposta a esse malfeitor, porque o Senhor não tem resposta para dar quando se leva a ele uma fé somente para esta vida.

 

FÉ PROFÉTICA

“… ESTANDO NA MESMA CONDENAÇÃO? – VS. 40

“Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?.”. Lucas 23:40

 

COMENTÁRIO:

“…estando na mesma condenação?”

A fé que vai se manifestar na vida do segundo malfeitor o leva ao temor de Deus e ao entendimento de que sua condenação era justa. Ele compreende seu estado de pecador. Essa é a fé profética. Ela não o deixou enganado, mas operou para lhe mostrar seu estado e sua responsabilidade por ele, demonstrada quando disse: “recebemos o que os nossos feitos mereciam”. Vs 41. Ela leva o pecador a desejar salvação, porque gera nele o anseio pela vida eterna.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé profética leva o pecador a reconhecer seu estado. Ela opera transformação. É uma fé geradora que opera para a vida eterna. Essa fé não deixa o homem enganado em relação ao pecado e ao projeto de salvação, porque ela é absoluta. Ela não admite relativismo e nem precisa ser confirmada pela razão, pois ela é gerada por uma operação do Espírito Santo.

Apesar de Jesus estar ali na cruz, como homem, estando sob a mesma condenação, o malfeitor que creu nEle alcançou o profético. A fé profética entrou no seu coração de tal maneira que o levou a expressar “este nenhum mal fez”, numa referência ao projeto de resgate do homem através do sangue inocente. Isso identificou Jesus como o Cordeiro de Deus, sem pecado, único capaz de tirar o pecado do mundo e abrir ao homem a porta da salvação.

 

“… LEMBRA-SE DE MIM, QUANDO ENTRARES NO TEU REINO – VS. 42

“E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino..”. Lucas 23:42

 

COMENTÁRIO:

“… lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”

Aquele homem reconheceu Jesus como Senhor. Ele estava seguro disso. Também o reconheceu como salvador quando disse: “Lembra-te de mim”. E ainda o reconheceu como Rei ao dizer: “Quando entrares no teu reino”. Portanto, a fé que operou nele o levou a enxergar o profético. Ele enxergou Jesus como Vítima (cordeiro), Senhor, Salvador e Rei. Ela não estava relacionada àquilo que os religiosos e o povo diziam pela razão. Mas essa fé que o alcançou vinha do alto. A fé geradora vem de Deus e gera no homem a esperança do reino.

O Senhor Jesus lhe respondeu que ele estaria no reino. Portanto, a fé profética gerou novo nascimento, pois Jesus disse que só pode entrar no reino aquele que nascer de novo.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A igreja fiel foi alcançada por uma fé profética que opera dentro da Obra redentora. Ela leva o homem à revelação de Jesus como Senhor e Salvador que o resgata para a vida eterna. Não é uma fé racional que emerge do homem. É uma fé gerada pela operação do Espírito Santo que o leva a olhar para o Reino celestial e não o terreno. Essa fé não morre com o homem. Ela é viva, porque seu autor está é vivo, por isso mesmo nos conduz para a vida eterna.

Apesar da morte física, este malfeitor viu a glória de Deus, pois através da fé profética ele creu no reino eterno. Mesmo sem ter visto o reino celeste, ele creu nele, vendo-o pela fé profética. Assim também nós cremos e pregamos a vinda do reino do Deus quando Jesus vier para arrebatar a sua igreja. Por isso dizemos: “Maranata! Ora vem Senhor Jesus!”.

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 23-mai-2015

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 23-mai-2015

– TEMA: A FÉ

– ASSUNTO: BATALHAR PELA FÉ

– TEXTO FUNDAMENTAL: JUDAS 1:1-5

 

A CARTA DE JUDAS NO VERSO 3 EXORTA A BATALHAR PELA FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA À IGREJA.

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… PORQUE SE INTRODUZIRAM ALGUNS, […] HOMENS ÍMPIOS…” VS. 4

“… CONVERTEM EM DISSOLUÇÃO A GRAÇA DE DEUS, E NEGAM A DEUS…” VS. 4

“… HAVENDO O SENHOR SALVO UM POVO […] DESTRUIU, DEPOIS, OS QUE NÃO CRERAM”. VS. 5.

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

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OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que

– Batalhar pela fé não é simplesmente crer, mas é lutar para andar da direção do Espírito Santo. Isso está ligado ao exercício da fé que uma vez foi dada aos santos (à igreja).

– Esta batalha é de ordem interior, ou seja, dentro do “Corpo”, para impedir a introdução daqueles que querem converter em dissolução a graça de Deus.

– “A fé foi dada aos santos” (à igreja): se foi dada é porque ela não tinha antes. Se foi dada é porque alguém deu e quem deu foi o Pai, porque quando nos deu Jesus, nós recebemos o DOM DE DEUS. Uma fé vinda de Deus “não vem de vós, é dom de Deus”.

 

 

INTRODUÇÃO

A CARTA DE JUDAS NO VERSO 3 EXORTA A BATALHAR PELA FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA À IGREJA.

 

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”. Judas 1:3

 

Hoje percebemos no cristianismo uma crise de fé. Não se trata da “fé” que está lá fora no mundo, mas uma “fé” que foi acolhida por um cristianismo moderno. Uma “fé” que emerge do homem, isto é, gerada por ele, e que por isso mesmo admite todo tipo de desvio do projeto genuíno de salvação.

O estudo visa despertar os servos a batalhar pela fé que uma vez foi dada, e foi dada pela graça, na pessoa daquele que é o “dom de Deus”. Uma fé que não foi gerada pelo homem, mas que vem de Deus e nos alcançou para gerar em nós a esperança de vida eterna,

É uma batalha muito sutil e meticulosa, porque a palavra “introduzir”, no verso 4, dá uma ideia de uma introdução furtiva, imperceptível, sorrateira, disfarçada.

A pergunta é: Como está a fé nos meios cristãos? E a resposta da igreja fiel a esta pergunta é vem através de uma batalha pela conservação dessa fé. Uma batalha interna.

A carta de Judas foi escrita para uma igreja que vive uma “comum salvação”, ou seja, uma salvação compartilhada no ambiente interno que é o “Corpo”. Sobre essa experiência de salvação no Corpo ele exorta a igreja a batalhar para que ela não seja diluída por homens ímpios que tentem se introduzir no meio dela para causar dissolução.

A carta é dirigida a uma igreja “conservada por Jesus Cristo”, ou seja, a revelação de Jesus a conserva e a preserva de toda contaminação que tenta se introduzir no meio dela.

Essa batalha é para a preservação de uma fé interior, que uma vez foi dada aos santos quando o Espirito Santo foi derramado sobre a igreja e passou a habitar no meio dela.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… PORQUE SE INTRODUZIRAM ALGUNS, […] HOMENS ÍMPIOS…” VS. 4

 

“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” VS 4

 

COMENTÁRIO:

“… porque se introduziram alguns, […] homens ímpios…”

A palavra introduzir dá o sentido de algo interno, algo que ocorreria no interior da igreja de forma sutil. Ele exorta quanto ao mal que “alguns” causariam ao evangelho.

Judas estava advertindo a igreja a fim de que ela permanecesse “conservada”, visto que essa luta interna é profética. Por isso ele usa a expressão “que já antes estavam escritos para este mesmo juízo”, mostrando que essa ação de “homens ímpios” já estava profetizada, sobretudo, para a igreja da última hora.

A grande luta para essa igreja, portanto, não seria nas arenas, mas sim no “Corpo”, contra a ação de “homens ímpios” que se introduziriam no evangelho, porém sem conversão e submissão ao Espírito, conforme Judas descreve suas características no conteúdo da carta.

A batalha da fé não é uma luta para ser exteriorizada na forma de manifestação pública para defender a fé, mas uma luta de ordem interior. Os apóstolos em suas cartas travaram uma grande luta interior no meio da igreja para estabelecer e defender a unidade doutrinária. Essa luta era contra os que queriam causar dissolução dentro da igreja.

ASPECTO PROFÉTICO:

A igreja vive hoje a plenitude do conteúdo da carta de Judas. Com pesar contemplamos um evangelho descaracterizado pela ação de “alguns que se introduziram”, dando forma ao aspecto profético do perfil de “mestres” descritos na carta. Na verdade são “homens ímpios”, pois seus comportamentos atestam que não foram transformados pelo poder do evangelho, mas sim querem transformar o evangelho de acordo com seus interesses.

A igreja fiel deve estar atenta a esse perfil que se introduz no meio dela.

– Ele não faz parte do Corpo.

– Ele não foi gerado pelo Corpo.

– Ele não traz a genética do Corpo.

– Ele foi introduzido.

– Veio de fora e, portanto, faz mal ao Corpo, porque não pertence ao corpo.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… CONVERTEM EM DISSOLUÇÃO A GRAÇA DE DEUS, E NEGAM A DEUS…” VS. 4

 

“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” VS 4

 

COMENTÁRIO:

“… convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus…”

A graça de Deus é o Seu favor para com o homem, é o Seu projeto de salvação revelado em Sua Palavra. Por isso, Paulo diz: “Pela graça sois salvos.” Efésios 2.8.

Converter em dissolução é transformar em partes. Dissolução é separar as partes. Portanto, o sentido aqui não é “acabar com a graça”, mas sim separar em partes, a fim de absorver, ou ensinar somente aquilo que convém. Essa é a intenção daqueles que se introduziriam.

Judas mostra que a síntese dessa dissolução é negar a Deus, negar a Jesus Cristo. Isso significa negar o projeto cujo fundamento é o Senhor Jesus e seu sangue.

O autor da carta queria inicialmente falar sobre salvação, mas sentiu a necessidade de falar sobre a batalha pela fé, visto que é a fé que nos conduz à graça. A fé profética não compactua com a dissolução da graça. Portanto, ele coloca a fé como o elemento que vai preservar a graça, ou seja, o projeto de salvação.

Dissolução também significa perversão de costumes, devassidão, ruína, e isso é claramente observado quando se vê igrejas perdendo o sentido do culto, do evangelho e do louvor verdadeiro, que é santo, puro, perfeito, sem interesses, feito como expressão de almas remidas, anunciando os atos de justiça do Senhor e antecipando a posse do reino.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A grande luta da igreja fiel é no sentido de manter a fé que lhe foi dada. Essa fé, que é a direção do Espírito Santo, é o elemento fundamental para preservar o projeto da graça salvadora.

Não entendemos o projeto em partes.

– Não é possível dissociar salvação do poder do sangue de Jesus.

– Não é possível falar de comunhão sem o poder do sangue de Jesus.

– Não é possível falar de Corpo sem o Sangue.

– Não é possível falar do Espírito Santo sem os dons espirituais.

– Não é possível falar de santificação sem uma operação do Espírito Santo.

– Não é possível pregar o evangelho sem anunciar que o Senhor Jesus vem.

O projeto é único. A salvação é um projeto, revelado na Palavra de Gênesis a Apocalipse, que alcançamos pela fé que nos foi dada no encontro com o Senhor.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… HAVENDO O SENHOR SALVO UM POVO […] DESTRUIU, DEPOIS, OS QUE NÃO CRERAM”. VS. 5.

 

“Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram;” VS 5

 

COMENTÁRIO:

“Havendo o Senhor salvo um povo […] destruiu, depois, os que não creram.”

O cenário profético apresentado por Judas é comparado à saída de Israel do Egito e à morte no deserto dos que não creram, durante uma caminhada de quarenta anos.

A saída de Israel do Egito foi marcada por sinais, sobretudo, a revelação do sangue do cordeiro que foi passado na verga e nas ombreiras das portas, naquela que foi a última noite do povo no Egito.

Entretanto, mesmo após a saída do Egito e dos sinais que marcaram a caminha pelo deserto eles deixaram de crer e murmuraram contra o Senhor.

 

“Então levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz; e o povo chorou naquela mesma noite. E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Aarão; e toda a congregação lhe disse; Ah, se morrêramos na terra do Egito! ou, ah, se morrêramos neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada, e para que as nossas mulheres e as nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos ao Egito.” Números 14.1-4

 

Desejar morrer no Egito, ou voltar para lá era desprezar aqueles sinais, sobretudo a vida pelo sangue do cordeiro. Era desprezar a promessa da terra que mana leite e mel. Por isso Deus decidiu que, os que deixaram de crer morreriam no deserto.

 

“E todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei, e até nenhum daqueles que me provocaram a verá.” Números 14.22-23.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

É possível que, alguns voltem atrás depois de viveram experiências com o Senhor. Mesmo depois de viveram sinais, depois de crerem e pregarem o poder do sangue de Jesus e sua vinda. É possível que tentem confundir alguns com sua incredulidade. Porém, a igreja fiel deve estar atenta a esses sinais que identificam aqueles que desistiram do projeto da graça salvadora e agora agem sutilmente buscando introduzir uma mentalidade de graça dissolvida a fim de demover alguns da fé profética dada aos santos e que os conduz à graça salvadora.

 

 

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 16-mai-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 16-mai-2015

– TEMA: A FÉ

– ASSUNTO: A FÉ REDENTORA

– TEXTO FUNDAMENTAL: MARCOS 10.46-52

 

EM EFÉSIOS 2.8, PAULO MOSTRA QUE A FÉ VINDA DE DEUS É O ELEMENTO QUE CONDUZ O HOMEM À SALVAÇÃO.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA FÉ NA EXPERIÊNCIA DO CEGO BARTIMEU, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

“E, OUVINDO QUE ERA JESUS DE NAZARÉ, COMEÇOU A CLAMAR JESUS FILHO DE DAVI…” VS. 47.

“… A TUA FÉ TE SALVOU…” VS. 52

“… E LOGO VIU, E SEGUIU A JESUS PELO CAMINHO.” VS. 52

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que:

– A fé salvadora é evidenciada em função da presença de Jesus na vida do homem.

– A presença de Jesus é que revela ao homem a fé salvadora, que consiste em levar o homem a andar no caminho e não ficar vivendo de esmolas espirituais.

– Somente o conhecimento bíblico de Jesus não opera salvação, mas, sim, a experiência de Jesus se revelar ao homem.

– A fé que conduz à salvação consiste em Jesus se revelar ao homem e isso não vem através do interesse num beneficio material ou físico apenas, mas do interesse em seguir a Jesus pelo caminho da vida eterna.

– A cura física vem como resultado da busca pela bênção espiritual.

 

 

INTRODUÇÃO

EM EFÉSIOS 2.8, PAULO MOSTRA QUE A FÉ VINDA DE DEUS É O ELEMENTO QUE CONDUZ O HOMEM À SALVAÇÃO.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus”. Efésios 2.8

O apóstolo Paulo nesse texto vincula a fé à graça. A salvação é decorrente da graça, isto é, do favor de Deus. Entretanto, o instrumento que nos liga a esse favor é a fé. A graça é a disposição de Deus para salvar e a fé é o elemento criado por Deus na eternidade para colocar o homem dentro da graça para sua salvação.

Assim, essa fé não é gerada pelo homem. Não é uma herança religiosa recebida dos antepassados. Essa fé vem de Deus. É um dom de Deus, isto é, uma dádiva. A fé que vem de Deus alcança o homem em um determinado momento de sua vida quando o Senhor se revela a ele num encontro para a salvação. Ela é dada ao homem no encontro com Ele, a fim de que esse homem seja conduzido por ela numa caminhada em santificação para a eternidade.

O cego Bartimeu estava à beira do caminho esmolando há algum tempo, mas em certo momento de sua história o Senhor Jesus decidiu passar por sua vida promovendo um encontro para salvação. É nesse encontro do salvador com o pecador, que a fé redentora é dada para que ele creia e inicie uma caminhada para Jerusalém deixando para trás Jericó.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA FÉ NA EXPERIÊNCIA DO CEGO BARTIMEU, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

“E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar Jesus filho de Davi…”

“E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim.” VS 47

 

COMENTÁRIO:

A experiência de salvação e a grande transformação vivida por Bartimeu se dá a partir do memento em que ele ouve que Jesus estava passando pelo caminho junto ao qual ele estava. É provável que ele já tivesse ouvido falar de Jesus, fato que o teria levado a clamar, caso contrário não teria porque suplicar a atenção do Senhor.

O “ouvir que era Jesus” que estava passando por ali, produziu nele algo que ele antes não tinha. A presença de Jesus gerou nele fé. Até aquele momento Bartimeu tinha informação sobre Jesus. Provavelmente até cria que Jesus existia, mas isso não mudou seu estado. Era um conhecimento racional e até abstrato. Ele continuava cego, mendigo e fadado a terminar seus dias em Jericó.

A fé que foi gerada pela presença de Jesus o levou a enxergar o profético: “Jesus filho de Davi”. Antes que lhe fossem abertos os olhos biológicos, os olhos espirituais foram abertos. Por isso Jesus parou e mandou que o chamassem.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé que leva o homem à salvação transformando sua vida não existe dentro dele sem que haja uma operação do Espírito Santo. Não se nasce com a fé, nem se recebe a fé com a herança religiosa dos antepassados. Jesus é o “autor e consumador da fé” (Hebreus 12.2). Portanto, a fé é resultado de uma operação dEle na vida do homem, cujo objetivo é fazê-lo enxergar o plano profético da salvação. Por isso, Paulo diz: “Isto não vem de vós, é dom de Deus”. Essa fé nos alcança quando Jesus passa por nossa vida, quando temos um encontro com o Senhor. Ela não é gerada pelo conhecimento racional, teológico, ou filosófico, mas vem da eternidade para gerar no homem a esperança de vida eterna.

 

“… A TUA FÉ TE SALVOU…”

“E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” Vs 52

 

COMENTÁRIO:

O Senhor Jesus estava se referindo à fé que o levou a clamar “Jesus filho de Davi”. A fé que ele não tinha, mas que recebeu pela operação de Jesus que passou por sua vida. A fé que veio de Jesus. Essa fé lhe fez enxergar o profético, pois é o plano profético que salva.

Jesus não se referiu à “fé” que o levou a esmolar, ao conhecimento humano que ele tinha a Seu respeito. Essa “fé” racional não mudou sua vida.

Portanto, a expressão “tua fé te salvou” era uma referência à fé salvadora que lhe foi dada, por isso “tua”, já que ele não tinha. A ênfase de Jesus não é à “fé” que cura, mas à fé que salva.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé redentora é uma dádiva do Senhor Jesus. A fé “que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1.3). A fé que nos leva à salvação. Ela se torna “tua”, porque é uma experiência pessoal com Jesus. É “tua”, porque você é responsável por ela, por preservá-la no seu coração, por não misturá-la a uma “fé” mística e materialista, onde tudo converge para essa vida, pois o objetivo da fé dada por Jesus é a salvação.

“Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das almas”. 1 Pedro 1.9

 

 

“… E LOGO VIU, E SEGUIU A JESUS PELO CAMINHO.”

“E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” Vs 52

 

COMENTÁRIO:

Os olhos do cego foram abertos como um sinal para aquele homem. Entretanto, a fé redentora operou antes quando ele “viu” o Jesus filho de Davi e não o Jesus de Nazaré. Ele poderia ir embora, pois Jesus disse “vai”. Todavia, a fé que o levou a enxergar o profético, o conduziu agora à escolha pelo caminho seguindo a Jesus. Aquele caminho levava à Jerusalém.

Portanto, a fé que salvou Bartimeu o levou a seguir a Jesus pelo caminho por escolha pessoal, tirando-o de Jericó para Jerusalém.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

É possível que se Bartimeu tivesse apenas recebido um benefício físico não sairia de Jericó. A fé salvadora opera primeiro o profético. Ela é dada ao homem no encontro com Jesus a fim de que ele entre no caminho para exercício diário dessa fé numa caminhada em santificação para a Jerusalém celestial.

Ver é o ato da salvação. Jesus se revela e, ao refletir a revelação de Jesus é que se vê. Para a salvação é preciso ver, ou seja, refletir a luz, a revelação e Jesus.

“Vai…”. “Foi, pois…” – A fé salvadora está na ligada à disposição do homem em ir a Jesus e seguir a Jesus pelo caminho.

 

PALAVRA AO PROFESSOR ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 09-mai-2015 –

PALAVRA AO PROFESSOR ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 09-mai-2015 –

TEMA: A FÉ –

ASSUNTO: O CHAMADO DE ABRAÃO –

TEXTO FUNDAMENTAL: HEBREUS 11:8

EM HEBREUS 11.8 A FÉ É ASSOCIADA À OBEDIÊNCIA A DEUS. COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA OBEDIÊNCIA EM GÊNESIS 12.1, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… SAI-TE DA TUA TERRA…”

“… DA TUA PARENTELA…”

“… PARA A TERRA QUE EU TE MOSTRAREI”.

 

OBSERVAÇÕES: 1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe; 2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

OBJETIVO DO ESTUDO Mostrar que a fé é evidenciada na disposição em obedecer a um chamado de Deus. Portanto, não pode haver fé, sem obediência. Ela leva o homem a praticar aquilo que vem de Deus. O exercício da fé é sempre em função da manifestação da graça de Deus na vida do homem. Abraão foi chamado “amigo de Deus” por causa da sua disposição em andar na direção que o Senhor traçava para ele. Nesse sentido, fé é: andar na direção do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO EM HEBREUS 11.8 A FÉ É ASSOCIADA À OBEDIÊNCIA A DEUS. “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia”. – Hebreus 11:8 “… Sendo chamado, obedeceu…”. Abraão foi o iniciador da trajetória de um povo que seria identificado como o povo de Deus. Um começo baseado na sua experiência de fé; fé esta que consistia em uma obediência total à vontade do Senhor. A partir desse chamado Abraão passou por algumas etapas que aperfeiçoaram o seu entendimento de obediência ao Senhor. O ato de obedecer sempre envolve contrariar algo que a nós parece cômodo. Essa é a luta do homem natural com o homem espiritual. O Senhor Jesus abordou isso no ” negue-se a si mesmo”. Essa obediência ao projeto que veio de Deus para Abraão o tornou digno da herança que havia de receber da parte de Deus. Consciente disso é que exerceu a sua fé, saindo sem saber para onde ia. “… E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” Tiago 2.23. Essa é a fé que a igreja fiel de Jesus herdou, na condição de filhos de Abraão pela fé. (Gálatas 3:7). A fé vivida por Abraão caracterizada pela obediência ao chamado era a mesma que alcançaria a igreja, visto que profeticamente o evangelho foi anunciado primeiro a Abraão, que foi chamado por Paulo de crente. “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.” Gálatas 3.8-9

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA OBEDIÊNCIA EM GÊNESIS 12.1, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES: “… SAI-TE DA TUA TERRA…” “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1

COMENTÁRIO: A experiência de fé vivida por Abraão se dá a partir de dois pontos fundamentais: – Primeiro Deus falou com ele. O chamado foi de Deus. Não foi um argumento que o convenceu, nem um chamado religioso. Ele ouviu a voz do Senhor. A fé não vem do homem, ela vem “pelo ouvir”. Isso invalida o argumento de que o homem já tem a sua fé e ela precisa ser despertada dentro dele. Não, a fé é produzida pelo ouvir a voz de Deus. – Segundo, ele aceitou esse chamado, dispondo-se a obedecer espontaneamente. Deus não o coagiu. Abraão valeu-se do seu livre arbítrio para obedecer ao chamado. Atender ao chamado de Deus significava “sair da sua terra”. Abraão precisaria se desprender daquilo que era terreno. Deixar seus próprios planos terrenos para viver os planos de Deus. Seu passado e sua história ficariam para trás. O nome Ur, lugar de seu nascimento, significa “estabelecimento”; então, Abraão teve que deixar aquilo que estava estabelecido para ele no plano material, aceitando o plano de Deus para sua vida que era um plano espiritual e profético. ASPECTO PROFÉTICO: A fé nos alcançou um dia, porque o Senhor falou conosco. Ele nos fez um chamado. É a experiência vivida por cada servo. Sabemos que não fomos alcançados por argumentos humanos, mas pela operação do Espírito Santo. Aceitamos esse chamado dispondo-nos a servi-lo voluntariamente. A fé existente na igreja fiel de Jesus consiste num completo desprendimento daquilo que é terreno, pois ela vive daquilo que vem de Deus. O projeto para a igreja não é da “terra”. Não é de ideias humanas ainda que bem intencionadas. Deixamos “nossa terra”. Deixamos a razão, a letra. A vida é revelada, o culto é revelado, a mensagem dela é revelada pelo Espirito Santo. A igreja executa o projeto espiritual que Deus tem traçado para ela. Tudo o que ela faz pela fé, aponta para a eternidade e não para aquilo que é terreno, temporal e passageiro desta vida presente.

“… DA TUA PARENTELA…” “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1

COMENTÁRIO: Deus não estava desprezando a família de Abraão, mas sim mostrando a ele que a parentela e a “casa de seu pai” não poderiam ser obstáculos ao projeto que Deus tinha para sua vida. Sua família e seus conhecidos não poderiam influenciá-lo quanto ao plano de Deus traçado para ele. Havia uma história familiar, uma herança religiosa idólatra da casa de seu pai com a qual ele precisava romper. Deus tinha outra parentela para ele. “… Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dalém do rio, antigamente, habitaram vossos pais, Tera, pai de Abraão e pai de Naor, e serviram a outros deuses. Eu, porém, tomei a Abraão, vosso pai, dalém do rio e o fiz andar por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua semente e dei-lhe Isaque.” Josué 24.2-3.

ASPECTO PROFÉTICO: O Senhor Jesus também falou sobre o aspecto da “herança familiar” como obstáculo ao projeto de Deus, quando disse: “E todoaquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” Mateus 19.29. Profeticamente isso se cumpre na vida da igreja, pois sair da parentela e da casa do pai significa deixar para trás as influências humanas da tradição religiosa. Uma fé que sempre se baseou em valores humanos, seja de títulos, destaques, etc, e que, por vezes são contrários aos ensinos recebidos pela revelação do Espirito Santo. Heranças religiosas de tradições e costumes que tanto atrapalham o atendimento ao chamado de Deus. A igreja deixa tudo isso para trás e prossegue para o alvo, olhando para Jesus, o autor e consumador da fé. (Hebreus 12:2). Portanto, fé é obediência à voz do Espírito Santo mesmo que contrariando a voz da tradição familiar.

“… PARA A TERRA QUE EU TE MOSTRAREI”. “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1

COMENTÁRIO: O chamado feito a Abraão confrontava a “terra de Ur” com a terra que Deus mostraria. O confronto entre o que é terreno e o que é profético. A fé como obediência ao Espírito Santo sempre nos conduz para o profético. Ir para a terra que o Senhor lhe mostraria, representava para Abraão seguir para uma nova terra, uma terra desconhecida para ele, mas na total dependência de Deus. A expressão na carta aos Hebreus 11:8b, diz que Abraão saiu “sem saber para onde ia”. A terra que Deus mais tarde mostra a Abraão foi chamada de “Terra que mana leite e mel” – (Êxodo 3:8). Abraão saiu sem saber para onde ia, mas pela fé creu no chamado de Deus e obedeceu.

ASPECTO PROFÉTICO: O chamado de Deus confronta razão e revelação. Ur é a razão estabelecida. Porém, a fé nos leva à escolha da revelação. A fé acompanhou Abraão durante toda sua jornada, pois teve que fazer escolhas durante toda sua vida. Profeticamente isso se cumpre na vida da igreja, pois a fé que a igreja professa consiste em crer, com certeza, naquilo que não vê, mas espera, que é a volta do Senhor Jesus. A igreja desta última hora foi chamada para anunciar essa fé que é baseada na esperança da posse da herança que lhe “foi preparada nas moradas do Pai”, conforme promessa do Senhor em João 14:2-3. A terra prometida a Abraão estava muito além de Ur, de onde Abraão saiu quando recebeu o chamado de Deus. “O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então, saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora.” Atos 7.2-4 Assim também, quando Deus nos chama, nada deve nos prender a este mundo, porque Ele, o Senhor, tem para os seus servos uma Pátria muito além desta vida aqui, da qual nos aproximamos a cada dia, a cada escolha que fazemos pelo profético, na disposição de continuarmos ouvindo a voz do Espírito Santo.


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