Get Adobe Flash player

Reunião de Jovens

Reunião de Jovens

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 16-mai-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 16-mai-2015

– TEMA: A FÉ

– ASSUNTO: A FÉ REDENTORA

– TEXTO FUNDAMENTAL: MARCOS 10.46-52

 

EM EFÉSIOS 2.8, PAULO MOSTRA QUE A FÉ VINDA DE DEUS É O ELEMENTO QUE CONDUZ O HOMEM À SALVAÇÃO.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA FÉ NA EXPERIÊNCIA DO CEGO BARTIMEU, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

“E, OUVINDO QUE ERA JESUS DE NAZARÉ, COMEÇOU A CLAMAR JESUS FILHO DE DAVI…” VS. 47.

“… A TUA FÉ TE SALVOU…” VS. 52

“… E LOGO VIU, E SEGUIU A JESUS PELO CAMINHO.” VS. 52

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que:

– A fé salvadora é evidenciada em função da presença de Jesus na vida do homem.

– A presença de Jesus é que revela ao homem a fé salvadora, que consiste em levar o homem a andar no caminho e não ficar vivendo de esmolas espirituais.

– Somente o conhecimento bíblico de Jesus não opera salvação, mas, sim, a experiência de Jesus se revelar ao homem.

– A fé que conduz à salvação consiste em Jesus se revelar ao homem e isso não vem através do interesse num beneficio material ou físico apenas, mas do interesse em seguir a Jesus pelo caminho da vida eterna.

– A cura física vem como resultado da busca pela bênção espiritual.

 

 

INTRODUÇÃO

EM EFÉSIOS 2.8, PAULO MOSTRA QUE A FÉ VINDA DE DEUS É O ELEMENTO QUE CONDUZ O HOMEM À SALVAÇÃO.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus”. Efésios 2.8

O apóstolo Paulo nesse texto vincula a fé à graça. A salvação é decorrente da graça, isto é, do favor de Deus. Entretanto, o instrumento que nos liga a esse favor é a fé. A graça é a disposição de Deus para salvar e a fé é o elemento criado por Deus na eternidade para colocar o homem dentro da graça para sua salvação.

Assim, essa fé não é gerada pelo homem. Não é uma herança religiosa recebida dos antepassados. Essa fé vem de Deus. É um dom de Deus, isto é, uma dádiva. A fé que vem de Deus alcança o homem em um determinado momento de sua vida quando o Senhor se revela a ele num encontro para a salvação. Ela é dada ao homem no encontro com Ele, a fim de que esse homem seja conduzido por ela numa caminhada em santificação para a eternidade.

O cego Bartimeu estava à beira do caminho esmolando há algum tempo, mas em certo momento de sua história o Senhor Jesus decidiu passar por sua vida promovendo um encontro para salvação. É nesse encontro do salvador com o pecador, que a fé redentora é dada para que ele creia e inicie uma caminhada para Jerusalém deixando para trás Jericó.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA FÉ NA EXPERIÊNCIA DO CEGO BARTIMEU, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

“E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar Jesus filho de Davi…”

“E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim.” VS 47

 

COMENTÁRIO:

A experiência de salvação e a grande transformação vivida por Bartimeu se dá a partir do memento em que ele ouve que Jesus estava passando pelo caminho junto ao qual ele estava. É provável que ele já tivesse ouvido falar de Jesus, fato que o teria levado a clamar, caso contrário não teria porque suplicar a atenção do Senhor.

O “ouvir que era Jesus” que estava passando por ali, produziu nele algo que ele antes não tinha. A presença de Jesus gerou nele fé. Até aquele momento Bartimeu tinha informação sobre Jesus. Provavelmente até cria que Jesus existia, mas isso não mudou seu estado. Era um conhecimento racional e até abstrato. Ele continuava cego, mendigo e fadado a terminar seus dias em Jericó.

A fé que foi gerada pela presença de Jesus o levou a enxergar o profético: “Jesus filho de Davi”. Antes que lhe fossem abertos os olhos biológicos, os olhos espirituais foram abertos. Por isso Jesus parou e mandou que o chamassem.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé que leva o homem à salvação transformando sua vida não existe dentro dele sem que haja uma operação do Espírito Santo. Não se nasce com a fé, nem se recebe a fé com a herança religiosa dos antepassados. Jesus é o “autor e consumador da fé” (Hebreus 12.2). Portanto, a fé é resultado de uma operação dEle na vida do homem, cujo objetivo é fazê-lo enxergar o plano profético da salvação. Por isso, Paulo diz: “Isto não vem de vós, é dom de Deus”. Essa fé nos alcança quando Jesus passa por nossa vida, quando temos um encontro com o Senhor. Ela não é gerada pelo conhecimento racional, teológico, ou filosófico, mas vem da eternidade para gerar no homem a esperança de vida eterna.

 

“… A TUA FÉ TE SALVOU…”

“E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” Vs 52

 

COMENTÁRIO:

O Senhor Jesus estava se referindo à fé que o levou a clamar “Jesus filho de Davi”. A fé que ele não tinha, mas que recebeu pela operação de Jesus que passou por sua vida. A fé que veio de Jesus. Essa fé lhe fez enxergar o profético, pois é o plano profético que salva.

Jesus não se referiu à “fé” que o levou a esmolar, ao conhecimento humano que ele tinha a Seu respeito. Essa “fé” racional não mudou sua vida.

Portanto, a expressão “tua fé te salvou” era uma referência à fé salvadora que lhe foi dada, por isso “tua”, já que ele não tinha. A ênfase de Jesus não é à “fé” que cura, mas à fé que salva.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé redentora é uma dádiva do Senhor Jesus. A fé “que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1.3). A fé que nos leva à salvação. Ela se torna “tua”, porque é uma experiência pessoal com Jesus. É “tua”, porque você é responsável por ela, por preservá-la no seu coração, por não misturá-la a uma “fé” mística e materialista, onde tudo converge para essa vida, pois o objetivo da fé dada por Jesus é a salvação.

“Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das almas”. 1 Pedro 1.9

 

 

“… E LOGO VIU, E SEGUIU A JESUS PELO CAMINHO.”

“E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” Vs 52

 

COMENTÁRIO:

Os olhos do cego foram abertos como um sinal para aquele homem. Entretanto, a fé redentora operou antes quando ele “viu” o Jesus filho de Davi e não o Jesus de Nazaré. Ele poderia ir embora, pois Jesus disse “vai”. Todavia, a fé que o levou a enxergar o profético, o conduziu agora à escolha pelo caminho seguindo a Jesus. Aquele caminho levava à Jerusalém.

Portanto, a fé que salvou Bartimeu o levou a seguir a Jesus pelo caminho por escolha pessoal, tirando-o de Jericó para Jerusalém.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

É possível que se Bartimeu tivesse apenas recebido um benefício físico não sairia de Jericó. A fé salvadora opera primeiro o profético. Ela é dada ao homem no encontro com Jesus a fim de que ele entre no caminho para exercício diário dessa fé numa caminhada em santificação para a Jerusalém celestial.

Ver é o ato da salvação. Jesus se revela e, ao refletir a revelação de Jesus é que se vê. Para a salvação é preciso ver, ou seja, refletir a luz, a revelação e Jesus.

“Vai…”. “Foi, pois…” – A fé salvadora está na ligada à disposição do homem em ir a Jesus e seguir a Jesus pelo caminho.

 

PALAVRA AO PROFESSOR ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 09-mai-2015 –

PALAVRA AO PROFESSOR ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 09-mai-2015 –

TEMA: A FÉ –

ASSUNTO: O CHAMADO DE ABRAÃO –

TEXTO FUNDAMENTAL: HEBREUS 11:8

EM HEBREUS 11.8 A FÉ É ASSOCIADA À OBEDIÊNCIA A DEUS. COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA OBEDIÊNCIA EM GÊNESIS 12.1, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… SAI-TE DA TUA TERRA…”

“… DA TUA PARENTELA…”

“… PARA A TERRA QUE EU TE MOSTRAREI”.

 

OBSERVAÇÕES: 1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe; 2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

OBJETIVO DO ESTUDO Mostrar que a fé é evidenciada na disposição em obedecer a um chamado de Deus. Portanto, não pode haver fé, sem obediência. Ela leva o homem a praticar aquilo que vem de Deus. O exercício da fé é sempre em função da manifestação da graça de Deus na vida do homem. Abraão foi chamado “amigo de Deus” por causa da sua disposição em andar na direção que o Senhor traçava para ele. Nesse sentido, fé é: andar na direção do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO EM HEBREUS 11.8 A FÉ É ASSOCIADA À OBEDIÊNCIA A DEUS. “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia”. – Hebreus 11:8 “… Sendo chamado, obedeceu…”. Abraão foi o iniciador da trajetória de um povo que seria identificado como o povo de Deus. Um começo baseado na sua experiência de fé; fé esta que consistia em uma obediência total à vontade do Senhor. A partir desse chamado Abraão passou por algumas etapas que aperfeiçoaram o seu entendimento de obediência ao Senhor. O ato de obedecer sempre envolve contrariar algo que a nós parece cômodo. Essa é a luta do homem natural com o homem espiritual. O Senhor Jesus abordou isso no ” negue-se a si mesmo”. Essa obediência ao projeto que veio de Deus para Abraão o tornou digno da herança que havia de receber da parte de Deus. Consciente disso é que exerceu a sua fé, saindo sem saber para onde ia. “… E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” Tiago 2.23. Essa é a fé que a igreja fiel de Jesus herdou, na condição de filhos de Abraão pela fé. (Gálatas 3:7). A fé vivida por Abraão caracterizada pela obediência ao chamado era a mesma que alcançaria a igreja, visto que profeticamente o evangelho foi anunciado primeiro a Abraão, que foi chamado por Paulo de crente. “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.” Gálatas 3.8-9

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSA OBEDIÊNCIA EM GÊNESIS 12.1, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES: “… SAI-TE DA TUA TERRA…” “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1

COMENTÁRIO: A experiência de fé vivida por Abraão se dá a partir de dois pontos fundamentais: – Primeiro Deus falou com ele. O chamado foi de Deus. Não foi um argumento que o convenceu, nem um chamado religioso. Ele ouviu a voz do Senhor. A fé não vem do homem, ela vem “pelo ouvir”. Isso invalida o argumento de que o homem já tem a sua fé e ela precisa ser despertada dentro dele. Não, a fé é produzida pelo ouvir a voz de Deus. – Segundo, ele aceitou esse chamado, dispondo-se a obedecer espontaneamente. Deus não o coagiu. Abraão valeu-se do seu livre arbítrio para obedecer ao chamado. Atender ao chamado de Deus significava “sair da sua terra”. Abraão precisaria se desprender daquilo que era terreno. Deixar seus próprios planos terrenos para viver os planos de Deus. Seu passado e sua história ficariam para trás. O nome Ur, lugar de seu nascimento, significa “estabelecimento”; então, Abraão teve que deixar aquilo que estava estabelecido para ele no plano material, aceitando o plano de Deus para sua vida que era um plano espiritual e profético. ASPECTO PROFÉTICO: A fé nos alcançou um dia, porque o Senhor falou conosco. Ele nos fez um chamado. É a experiência vivida por cada servo. Sabemos que não fomos alcançados por argumentos humanos, mas pela operação do Espírito Santo. Aceitamos esse chamado dispondo-nos a servi-lo voluntariamente. A fé existente na igreja fiel de Jesus consiste num completo desprendimento daquilo que é terreno, pois ela vive daquilo que vem de Deus. O projeto para a igreja não é da “terra”. Não é de ideias humanas ainda que bem intencionadas. Deixamos “nossa terra”. Deixamos a razão, a letra. A vida é revelada, o culto é revelado, a mensagem dela é revelada pelo Espirito Santo. A igreja executa o projeto espiritual que Deus tem traçado para ela. Tudo o que ela faz pela fé, aponta para a eternidade e não para aquilo que é terreno, temporal e passageiro desta vida presente.

“… DA TUA PARENTELA…” “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1

COMENTÁRIO: Deus não estava desprezando a família de Abraão, mas sim mostrando a ele que a parentela e a “casa de seu pai” não poderiam ser obstáculos ao projeto que Deus tinha para sua vida. Sua família e seus conhecidos não poderiam influenciá-lo quanto ao plano de Deus traçado para ele. Havia uma história familiar, uma herança religiosa idólatra da casa de seu pai com a qual ele precisava romper. Deus tinha outra parentela para ele. “… Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dalém do rio, antigamente, habitaram vossos pais, Tera, pai de Abraão e pai de Naor, e serviram a outros deuses. Eu, porém, tomei a Abraão, vosso pai, dalém do rio e o fiz andar por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua semente e dei-lhe Isaque.” Josué 24.2-3.

ASPECTO PROFÉTICO: O Senhor Jesus também falou sobre o aspecto da “herança familiar” como obstáculo ao projeto de Deus, quando disse: “E todoaquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” Mateus 19.29. Profeticamente isso se cumpre na vida da igreja, pois sair da parentela e da casa do pai significa deixar para trás as influências humanas da tradição religiosa. Uma fé que sempre se baseou em valores humanos, seja de títulos, destaques, etc, e que, por vezes são contrários aos ensinos recebidos pela revelação do Espirito Santo. Heranças religiosas de tradições e costumes que tanto atrapalham o atendimento ao chamado de Deus. A igreja deixa tudo isso para trás e prossegue para o alvo, olhando para Jesus, o autor e consumador da fé. (Hebreus 12:2). Portanto, fé é obediência à voz do Espírito Santo mesmo que contrariando a voz da tradição familiar.

“… PARA A TERRA QUE EU TE MOSTRAREI”. “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1

COMENTÁRIO: O chamado feito a Abraão confrontava a “terra de Ur” com a terra que Deus mostraria. O confronto entre o que é terreno e o que é profético. A fé como obediência ao Espírito Santo sempre nos conduz para o profético. Ir para a terra que o Senhor lhe mostraria, representava para Abraão seguir para uma nova terra, uma terra desconhecida para ele, mas na total dependência de Deus. A expressão na carta aos Hebreus 11:8b, diz que Abraão saiu “sem saber para onde ia”. A terra que Deus mais tarde mostra a Abraão foi chamada de “Terra que mana leite e mel” – (Êxodo 3:8). Abraão saiu sem saber para onde ia, mas pela fé creu no chamado de Deus e obedeceu.

ASPECTO PROFÉTICO: O chamado de Deus confronta razão e revelação. Ur é a razão estabelecida. Porém, a fé nos leva à escolha da revelação. A fé acompanhou Abraão durante toda sua jornada, pois teve que fazer escolhas durante toda sua vida. Profeticamente isso se cumpre na vida da igreja, pois a fé que a igreja professa consiste em crer, com certeza, naquilo que não vê, mas espera, que é a volta do Senhor Jesus. A igreja desta última hora foi chamada para anunciar essa fé que é baseada na esperança da posse da herança que lhe “foi preparada nas moradas do Pai”, conforme promessa do Senhor em João 14:2-3. A terra prometida a Abraão estava muito além de Ur, de onde Abraão saiu quando recebeu o chamado de Deus. “O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então, saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora.” Atos 7.2-4 Assim também, quando Deus nos chama, nada deve nos prender a este mundo, porque Ele, o Senhor, tem para os seus servos uma Pátria muito além desta vida aqui, da qual nos aproximamos a cada dia, a cada escolha que fazemos pelo profético, na disposição de continuarmos ouvindo a voz do Espírito Santo.

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 25-abril-2015

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 25-abr-2015

– TEMA: O PROJETO DE SALVAÇÃO

– ASSUNTO: A IGREJA DA ÚLTIMA HORA

– TEXTO FUNDAMENTAL: APOCALIPSE 3.17-18

 

EM APOCALIPSE 3.18, VEMOS O CONSELHO DO SENHOR JESUS PARA QUE A IGREJA DA ÚLTIMA HORA VIVA CONFORME SEU PROJETO DE SALVAÇÃO.

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSE PROJETO E A OPOSIÇÃO A ELE EM APOCALIPSE 3.17, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

PROJETO

“… OURO PROVADO NO FOGO, […] VESTES BRANCAS […] UNJAS OS OLHOS COM COLÍRIO…” VS. 18.

 

“Aconselho-te que de mim compres ouro, provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez, e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” Apoc 3.18.

 

OPOSIÇÃO

“… DE NADA TENHO FALTA […] DESGRAÇADO, E MISERÁVEL, E POBRE, E CEGO, E NU.” VS. 17.

 

“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),” Apoc. 3.17.

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que no projeto de salvação do Senhor Jesus para a Sua igreja, estamos vivendo o momento profético da igreja da última hora, onde outro tipo diferente de projeto, ou de evangelho, caminha em paralelo com o projeto de Deus definido para a igreja. Portanto, é necessário discernir esse momento a fim de não sermos envolvidos no engano de um projeto que é apenas para esta vida.

INTRODUÇÃO

A carta à igreja de Laodicéia está relacionada ao período atual e final na história da igreja. Por isso, o Senhor Jesus se apresenta no início da carta como “O Amém”, denotando assim uma assinatura final nessa história. Nesse período, a igreja seria caracterizada pela mornidão descrita no versículo 16 do capítulo 3, que mostra o aspecto da indefinição que tomaria o cristianismo (“nem és frio, nem quente”) e pelo próprio nome Laodicéia, cujo significado é direitos do povo (Laós = povo; Dikaios = direitos). Portanto, a carta aponta para um momento onde um projeto paralelo de “evangelho”, cuja marca da autossuficiência humana e exclusão do profético, estariam em evidência, opondo-se ao projeto verdadeiro de salvação.

Nesta última hora, o projeto de Deus tem sido apresentado à igreja fiel, mas também a oposição tem se levantado cada vez mais, querendo distanciar a igreja desse projeto, com enganos e desvios doutrinários.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSE PROJETO E A OPOSIÇÃO A ELE EM APOCALIPSE 3.17, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

SENTIDO PROFÉTICO DO PROJETO

 

“… OURO PROVADO NO FOGO, […] VESTES BRANCAS […] UNJAS OS OLHOS COM COLÍRIO…” VS. 18.

“Aconselho-te que de mim compres ouro, provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez, e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.” Apoc. 3.18.

 

O conselho apresentado pelo Senhor Jesus contempla um projeto capaz e suficiente para preservar a salvação preparando a igreja para o arrebatamento. A expressão “Aconselho-te que de mim compres” mostra que este projeto é dele. Portanto, não é possível alcançá-lo por outro meio. É preciso uma experiência com Ele.

 

“… Ouro provado no fogo…” – Essa expressão está em contraposição ao entendimento de que, há algum valor no evangelho morno dessa última hora que se considera rico (“Como dizes: Rico sou”). A grande riqueza que a igreja tinha em seus primeiros dias era a doutrina. A Palavra de Deus era seu grande bem. Ela estava guardada no coração de cada servo e seu valor excedia ao de suas próprias vidas, visto que eles morriam por ela.

A igreja fiel entendeu que o grande valor da Palavra para o tempo presente, não está apenas no aspecto histórico, mas sim no profético. A doutrina para ela emerge da Palavra por uma operação do Espírito Santo. Portanto, a Palavra vivida e pregada é revelada, é o “Ouro provado no fogo”. O fogo elimina a impureza que pode estar junto ao ouro. Assim, a ação do fogo do Espírito Santo é no sentido de remover todas as interferências humanas, teológicas e filosóficas, a fim de que o poder genuíno e eficaz da palavra atue para salvação.

É preciso para isso pagar o preço, pois esse ouro provado no fogo é comprado. O segredo para alcançá-lo então é o preço pago. O Senhor Jesus pagou o preço com seu sangue para que o poder dessa Palavra chegasse a nós. Por isso, clamamos pelo sangue de Jesus a fim de que essa Palavra se descortine para nós na revelação do Espírito Santo. A riqueza da igreja é a Palavra Revelada que apresenta o projeto de salvação.

A verdadeira riqueza da igreja quem dá é o Senhor, pois o ouro provado no fogo só Jesus pode dar: é o Batismo com o Espirito Santo, aquilo que confere ao crente o poder de Deus na sua vida. Esse poder não é misturado, mas é puro como o ouro provado no fogo. Não é no fogo da carne, da cultura, da animação, mas do Espirito Santo.

 

“… Vestes brancas…” – O evangelho vivido e pregado pela igreja fiel opera transformação na vida do pecador. Não é um evangelho de concessões. A Palavra provada no fogo não compactua com o pecado. Ela mostra o estado de pecado do homem e revela as “vestes brancas”, que é o projeto de salvação. Elas estão ligadas ao sacrifício do Senhor Jesus, que lavou no seu sangue as nossas vestes.

“… Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apoc. 7.14

Portando, as vestes brancas são as vestes de salvação que nos foram dadas pelo sacrifício do Senhor Jesus. Não há salvação sem transformação. Por isso, as vestes devem “ser vestidas” (para que te vistas), porque salvação não é uma teoria, mas uma experiência vivida todos os dias na dinâmica da caminhada.

Comprar de Jesus as vestes brancas é sair do estado vergonhoso da nudez espiritual de uma igreja que se veste somente de aparência. A vestimenta dessa igreja é de completa nudez espiritual, suas vestes estão escurecidas ou manchadas pela sua falta de testemunho de uma salvação com transformação de vida.

 

“… Unjas os olhos com colírio…” – No projeto de salvação toda operação do Espírito Santo é no sentido de vermos aquilo que naturalmente não podemos ver. Nesse projeto a visão é profética. Vemos o invisível, como foi o caso de Moisés.

“Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” Heb. 11.27

O Espírito Santo opera de forma a dar todo discernimento à igreja nessa hora final. Ela discerne a Palavra no Espírito, discerne o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais, discerne o ministério e o corpo. O “colírio” tem ungido nossos olhos para compreendermos o projeto de salvação e o momento em que estamos, sem interferências humanas.

 

OPOSIÇÃO AO PROJETO

 

“… DE NADA TENHO FALTA […] DESGRAÇADO, E MISERÁVEL, E POBRE, E CEGO, E NU.” VS. 17.

 

“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),” Apoc. 3.17.

 

O Senhor mostrou profeticamente um projeto de evangelho que coexistiria paralelamente ao projeto verdadeiro apresentado por Ele no conselho dado no versículo 18. Esse evangelho morno, cuja riqueza e valores (“Rico sou”) são outros diferentes da recomendação dEle, já está reprovado pelo próprio Senhor que disse: “Vomitar-te-ei da minha boca”.

“… De nada tenho falta…” – A recomendação do Senhor no versículo 18 é que se compre dele ouro provado no fogo, vestes brancas e colírio, o que significa dizer que nesse projeto paralelo esses elementos não estão presentes. Trata-se então de um tipo de cristianismo que se considera rico e enriquecido, mas não tem esses elementos, embora não sinta qualquer falta deles. Seus valores são outros que não foram comprados do Senhor Jesus. Não foram adquiridos por revelação.

Esses valores estão relacionados à vida secular e ao âmbito da razão, que são ineficazes para preparar o homem para o arrebatamento.

 

“… Desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” – O Senhor Jesus evidenciou cinco características desse projeto de oposição que operaria no cristianismo da última hora. Essas características estão profeticamente em contraposição às cinco características, ou cinco ministérios descritos pelo apóstolo Paulo:

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.” Efésios 4.11-12.

Portanto, o ministério de Jesus seria descaracterizado no momento do fim:

ü  Apóstolo – Desgraçado. Isto é, sem a graça. Ele não é movido pela graça, mas pelo interesse material. A doutrina não é apostólica, mas é segundo a interpretação pessoal e humana da bíblia;

ü  Profeta – Cego. Não tem luz da revelação, não tem profecia e sem ela o povo se corrompe;

ü  Evangelista – Nu. O tipo de evangelho pregado não produz transformação. O crente continua no pecado. Evangelho social.

ü  Pastor – Pobre. Tem só para si. Tem apenas aquilo que adquiriu com seu diploma, mas que é insuficiente para mudar seu próprio estado. Vive a pobreza da letra sem revelação.

ü  Mestre (Doutrinador) – Miserável. Não tem nada para dar. O que tem é fruto de esmolas. Ele recebe de outros, ele buscar na internet, ele mendiga nos livros a doutrina que ele nunca viveu.

 

Conclusão

O apelo final do Senhor para esse momento é o arrependimento. É mudar o entendimento. O projeto não é esse descrito no versículo 17. Jesus vem buscar uma igreja que está dentro do projeto apresentado por Ele e adquirido Dele. “Eis que estou á porta”. Sua promessa é para o “que vencer”, porque essa é a grande luta da igreja nesse momento final: Manter-se no projeto de salvação revelado por Ele.

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 19-04-2014

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 18-abr-2015

– TEMA: A REVELAÇÃO DE JESUS

– ASSUNTO: OS DISCÍPULOS NO CAMINHO DE EMAÚS

– TEXTO FUNDAMENTAL: LUCAS 24.13-35

 

EM LUCAS 24.13-35, JESUS SE REVELOU AOS DISCÍPULOS QUE ESTAVAM DUVIDOSOS NO CAMINHO DE EMAÚS.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO QUE CARACTERIZOU SUAS DÚVIDAS, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… FAZENDO PERGUNTAS UM AO OUTRO…” v. 15

“… OS OLHOS DELES ESTAVAM COMO QUE FECHADOS.” v. 16

“… JESUS NAZARENO, QUE FOI…” v. 19

“… É JÁ HOJE O TERCEIRO DIA…” v. 21

 OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que Jesus vivo é uma revelação. A salvação é Jesus se revelar ao homem. A mensagem que os discípulos levariam ao mundo seria confirmada pela experiência vivida por eles no corpo, visto que Jesus se revelou a eles quando estavam reunidos. Não iriam anunciar uma mensagem teórica, ou histórica.

Portanto, seria fundamental estarem juntos, haja vista que o afastamento de Jerusalém levou aqueles dois discípulos que iam para Emaús a perderem o entendimento profético a respeito do projeto de salvação em Jesus, o que os levou a transmitir agora apenas um conhecimento histórico relativo a Jesus.

 

INTRODUÇÃO

Durante o ministério terreno do Senhor Jesus muitos sinais ocorreram a fim de que não somente o povo cresse, mas, sobretudo os discípulos, os quais seriam portadores da mensagem de salvação ao mundo.

Todavia, a mensagem que eles levariam ao mundo não teria apenas o aspecto histórico sobre Jesus, mas o aspecto profético de um projeto de salvação. Por isso, Jesus se revelou após sua ressurreição dando segurança aos seus discípulos que anunciariam um evangelho de experiência e não um evangelho teórico.

O afastamento dos dois discípulos que iam para Emaús, enquanto os demais estavam congregados em Jerusalém mostra um quadro de dúvidas e incertezas que tomou aqueles homens ao terceiro dia, que era exatamente o dia do cumprimento da profecia sobre a ressurreição de Jesus. A conversa entre eles mostra aquilo que estava em seus corações e o quão longe estavam do profético.

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO QUE CARACTERIZOU SUAS DÚVIDAS, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… FAZENDO PERGUNTAS UM AO OUTRO…” v. 15

“E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles.”

 

A caminhada de Jerusalém para Emaús caracterizou um despreparo total dos dois discípulos, pois levavam consigo uma mensagem sobre Jesus que convenceria a todos de que ele estava morto e não de que Ele estava vivo.

“Fazendo perguntas” – Aqueles discípulos que iam para Emaús demonstraram um grande conhecimento sobre os fatos ocorridos em Jerusalém, e não somente isso, eles também conheciam os escritos dos profetas, os escritos de Moisés e todas as Escrituras, conforme os versículos 25-27. Entretanto, nota-se que todo o conhecimento histórico produziu muito mais dúvidas do que certeza, por isso faziam perguntas para as quais não tinham respostas. Conhecer a escritura não é conhecer a Jesus vivo, mas apenas a história, que pode, inclusive, levar a questionamentos.

A experiência vivida pela igreja fiel não despreza o conhecimento da Bíblia, mas valoriza, sobretudo, a Revelação da Palavra, que nos apresenta um projeto de salvação em Jesus. Entendemos que, a Palavra sem a revelação do Espírito Santo gera apenas questionamentos, teorias e discussões que para nada aproveitam, num ambiente onde a fé pode ser contestada.

Perguntas e porquês só servem para expressar as dúvidas da razão humana. De que adianta para a fé, conhecer a história de Jesus, mas não conhecer Jesus?

 

“Um ao outro” – Embora Jesus tenha se aproximado deles naquele caminho eles não lhe dirigiram suas perguntas, porque não o conheceram, mas buscaram sanar suas dúvidas perguntando um ao outro. Então, era um duvidoso passando sua dúvida para o outro. Eles ignoravam a presença de Jesus que estava vivo. Crer que Jesus estava morto produzia neles uma fé cheia de questionamentos.

É até possível que em algum momento sejamos tomados de alguma dúvida, ou que tenhamos algum questionamento, mas o servo sabe a quem recorrer nesse momento. Ele não vai buscar respostas nos que estão duvidosos se afastando de Jerusalém, mas vai aos pés do Senhor, que está vivo e presente, pronto para nos falar pela consulta à Palavra, pelos dons, pelas mensagens, etc.

 

“… OS OLHOS DELES ESTAVAM COMO QUE FECHADOS.” v. 16

“Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.”

 

“Olhos como que fechados” – Eles não reconheceram Jesus. Eles tinham informação histórica, isto é, conhecimento teórico, mas não conheciam o Jesus vivo. A razão do conhecimento somente teológico lhes fechou os olhos para o profético. A razão cega os olhos para a revelação.

O conhecimento de um Jesus vivo não se alcança na letra, porque Jesus é uma revelação do Espírito Santo.

É a revelação de Jesus, por exemplo, que dá ao pregador o conhecimento sobre Jesus para anunciar que Ele está vivo. Isso faltou ali. O que eles diriam em Emaús? Que Jesus estava vivo, ou morto? Qual mensagem eles pregariam lá?

Eles foram incapazes de reconhecer Jesus. Falavam dele, mas não o conheciam. Eram crentes, discípulos, tinham as Escrituras, (andavam com Bíblia na mão) mas Jesus para eles era apenas um peregrino desinformado.

 

 

“… JESUS NAZARENO, QUE FOI…” v. 19

“E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;”

 

Os discípulos distanciando-se de Jerusalém, sem a revelação de Jesus, tinham uma mensagem na linguagem do passado.

 

“Jesus nazareno…” – Eles apresentaram Jesus como nazareno o que por si só já desacreditava a mensagem sobre ele, visto que esse era um dos argumentos que os judeus usavam para não aceitarem o Senhor Jesus.

“Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?…” João 1.46.

Até mesmo o cego Bartimeu, quando ouviu que era Jesus de Nazaré quem passava clamou dizendo: “Jesus, filho de Davi!” Isso mostra que o cego viu o que os dois discípulos no caminho de Emaús não viram. Ele viu o profético, o filho de Davi, aquele que é o Rei legítimo, Rei dos reis. Porém, aqueles dois viram apenas o histórico, Jesus nazareno, um peregrino.

 

“… que foi…” – Todo o relato a respeito do Senhor Jesus se dá no passado, mencionando seus feitos até a sua crucificação, pois todo conhecimento que tinham era até a cruz. O conhecimento histórico não lhes revelou um Jesus vivo, porque Jesus vivo é uma revelação do Espírito Santo. É uma experiência. É um encontro e não uma história contada e repetida todos os anos com encenações e peças teatrais. Eles ainda não haviam tido essa experiência e esse encontro, embora fossem discípulos. Para a igreja fiel Jesus continua sendo o mesmo “ontem, hoje e para sempre”. Sua história não terminou na cruz.

 

“… É JÁ HOJE O TERCEIRO DIA…” v. 21

“E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.”

 

Eles haviam se esquecido em três dias aquilo que aprenderam de Jesus em três anos. O terceiro dia era o dia profético. Era o dia da revelação de Jesus vivo.

 

“O terceiro dia…” – O conhecimento e a mensagem que eles tinham eram sobre o Jesus do primeiro dia, o Jesus que morreu. Não haviam alcançado o Jesus do terceiro dia, ou seja, Jesus vivo.

Eles tinham conhecimento da mensagem do terceiro dia que estava sendo anunciada pelas mulheres. Elas tiveram uma experiência quando foram ao sepulcro de madrugada, mas eles não criam. Eles mesmos colocaram em dúvida a “visão de anjos” e a revelação de que Ele vive.

“É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.” Lucas 24.22-23.

O afastamento de Jerusalém afasta também da fé, pois ali estava a mensagem do terceiro dia. Quando o crente não crê mais na mensagem do “terceiro dia” anunciada pela igreja fiel de que Ele está vivo, o que acontece?

– não crê mais no poder do sangue que um dia lhe deu vida,

– não crê na vida que está no Corpo,

– não crê na doutrina,

– põe em dúvida os dons espirituais,

– isso é sinal de que esse crente está longe de Jerusalém, indo para Emaús.

 

Profeticamente vivemos hoje o terceiro dia no projeto de Deus. O primeiro dia caracterizou-se pela manifestação do Pai registrada em todo o Velho Testamento, o segundo dia foi marcado pela manifestação de Deus através do ministério terreno do Filho. Agora, “é já hoje o terceiro dia”, quando o Espírito Santo está se manifestando para revelar que o Filho está vivo, preparando uma igreja para o arrebatamento.

 

PALAVRA AO PROFESSOR 28-mar-2015

PALAVRA AO PROFESSOR ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 28-mar-2015 – TEMA: OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO – ASSUNTO: OPOSIÇÃO Á SAÍDA DO EGITO – TEXTO FUNDAMENTAL: ÊXODO 12.1-11 EM ÊXODO 12.7, O SENHOR ESTABELECE O PROJETO DE SAÍDA DE ISRAEL DO EGITO FUNDAMENTADO NO CORDEIRO E SEU SANGUE, NA INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA. COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSE PROJETO DE SAÍDA E A OPOSIÇÃO A ELE EM ÊXODO 10.24, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES: “… TOMARÃO DO SANGUE…” ÊXODO 12.7. “… NAS CASAS EM QUE O COMEREM”. ÊXODO 12.7. “… FIQUEM VOSSAS OVELHAS…” ÊXODO 10.24. (Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

OBSERVAÇÕES: 1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe; 2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros

OBJETIVO DO ESTUDO Mostrar que: 1. A saída de Israel do Egito foi precedida de muitos sinais, porém esse momento foi marcado pela revelação de um culto cujo centro seria o cordeiro e seu sangue. Esse culto o Senhor chamou Páscoa. O sangue passado na verga e nas ombreiras das casas dos israelitas seria a garantia da vida e o livramento para os filhos de Israel. “… Que culto é este vosso? […] Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas…”. (Êxodo 12.26-27) 2. Ninguém seria liberto do Egito sem o sangue e ninguém partiria sem comer a carne do cordeiro. Na caminhada para a terra prometida seria fundamental a presença do cordeiro e seu sacrifício, como mediação para servir ao Senhor. Portanto, a oposição final de Faraó se deu no sentido de privar Israel das ovelhas, o que impossibilitaria o culto, a comunhão e a adoração a Deus em sua jornada. 3. No contexto profético, essa é a oposição a ser enfrentada no memento de saída da igreja. O poder do sangue de Jesus que nos libertou um dia é o mesmo que continua operando, para comunhão e adoração ao Senhor no corpo. Toda oposição está no sentido de excluir o sangue e a estrutura de corpo. É preciso enfrentar, como Moisés nos versos 25 e 26, toda a oposição a esse projeto.

INTRODUÇÃO Deus operou sinais extraordinários que precederam a saída de Israel do Egito. Entretanto, é importante observar que a saída do Egito só ocorreu quando o Senhor revelou a figura do cordeiro e seu sangue num culto que se daria na última noite de Israel no Egito. O sangue seria o sinal que preservaria a vida dentro da casa. “E aquele sangue vos será por sinal” Ex 12.13. O Espírito Santo tem sido derramado nesse momento final que antecede ao “grande e terrível dia do Senhor”. O sangue é uma revelação para a igreja da última hora. É fundamental entender que, embora os sinais sejam importantes, a igreja que vai sair deste mundo deve estar marcada com o sinal do sangue, que é o projeto. O sangue, que é o Espírito Santo, é quem preserva a vida dentro da casa. Ele é o sinal para a saída. Assim como a celebração da páscoa para Israel representava ali no Egito o grande livramento da morte dos primogênitos, hoje Jesus, a nossa páscoa, representa o grande livramento da condenação do pecado. ASPECTOS PROFÉTICOS DESSE PROJETO DE SAÍDA DE ISRAEL DO EGITO NAS SEGUINTES EXPRESSÕES: “… TOMARÃO DO SANGUE…” ÊXODO 12.7. “E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem.” “Tomarão do sangue”, portanto, era a necessidade de uma experiência pessoal com o sangue do cordeiro que seria sacrificado. O sangue, que era a vida que estava dentro do cordeiro, se tornaria agora a garantia da vida dentro da casa de cada hebreu. Seria uma experiência vivida por cada um deles, de tal forma que poderiam testemunhar dele às gerações futuras, uma vez que o cordeiro seria o elemento central do culto que eles prestariam ao Senhor ao longo de sua caminhada e sua história. Assim também a igreja proclama esse projeto de salvação fundamentado no derramar do sangue do Senhor Jesus por experiência. O Espírito Santo, que é a vida que estava nEle, foi derramado sobre a igreja. Quando clamamos pelo sangue Jesus, clamamos por essa vida, por esse Espírito, cujo derramar estava profetizado no sangue vertido na cruz. Não é uma doutrina teórica, mas uma doutrina vivida por cada crente. O Sangue na verga e nas ombreiras era a esperança de que naquela noite eles deixariam o Egito e partiriam para Canaã. O clamor pelo sangue de Jesus leva o servo a rejeitar o Egito e a desejar “Canaã”. O clamor pelo sangue de Jesus é o sinal de separação do povo de Deus em relação ao mundo. “… NAS CASAS EM QUE O COMEREM”. ÊXODO 12.7. “E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem.” “Nas casas” – O sangue deveria ser passado nas ombreiras e verga da porta e o cordeiro deveria ser comido por inteiro nas casas. Deveriam estar juntos naquela noite. A garantia de vida estava dentro da casa. O alimento, isto é o cordeiro assado no fogo, estava dentro da casa. Nesse momento profético que a igreja vive é necessário estar dentro da casa. Há uma Obra, há um abrigo nessa hora de noite. O alimento revelado está dentro da casa. A vida está na unidade do corpo. Precisamos atender o conselho do Senhor que disse: “… nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.” Êxodo 12.22. A doutrina do clamor pelo sangue de Jesus é para ser vivida no interior do “corpo”. “Em que o comerem” – O cordeiro era o alimento para a partida. Deveria ser assado no fogo e não cozido na água, como era comum. Portanto, o projeto para a saída era o cordeiro e o sangue. Esse é o projeto para a saída da igreja: A carne do Cordeiro e o seu Sangue, Corpo e Sangue. O Senhor Jesus falou sobre esse projeto quando disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna.” João 6.54. Portanto, a igreja fiel entendeu que seu preparo para a saída deste mundo se dá no corpo. O crente se alimenta do cordeiro assado no fogo. As revelações que norteiam a igreja é resultado da ação do fogo do Espírito Santo no corpo. A experiência vivida por essa igreja vai além da compreensão natural de “corpo” como simplesmente uma instituição organizada regida por normas, dogmas, estatutos, interpretações teológicas e princípios filosóficos, dirigido por uma liderança (isso é cordeiro cozido em água), mas o corpo é uma revelação do Espírito Santo. É um organismo vivo, porque o fogo do Espírito Santo está vivo nele. O alimento que nutre a alma do membro desse corpo e o prepara para a vinda gloriosa do Senhor Jesus vem das revelações dadas no corpo. Mesmo quando a revelação nos contraria em nossa razão estamos sendo alimentados, pois o cordeiro deveria ser comido com a cabeça, pés e fressura (vísceras). ASPECTOS PROFÉTICOS DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SAÍDA DE ISRAEL DO EGITO, NA SEGUINTE EXPRESSÃO: “… FIQUEM VOSSAS OVELHAS…” ÊXODO 10.24. “Então Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as vossas ovelhas e as vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.” Faraó se opôs à saída de Israel do Egito de todas as formas e com muitas propostas. Porém, no momento em que o Egito foi atingido com as trevas, o penúltimo sinal no Egito, a proposta de Faraó foi que ficassem as ovelhas e as vacas e o povo partisse. Reter as ovelhas era retirar do povo o centro do culto que agradava a Deus. Era retirar o sacrifício. O sangue era o projeto de resgate. Esse projeto estava na mente de Deus e permeava toda a história desde o Genesis. Moisés sabia que o Senhor lhes tiraria do Egito para servi-Lo em sua terra. Ele sabia também que não seria possível servir ao Senhor sem a mediação do sangue, sem a oferta de sacrifício. Por isso disse que nem uma unha ficaria fazendo referência às ovelhas e gado, pois nada do sacrifício seria desprezado. Isso estava alinhado com o projeto da saída em Êxodo 12, quando o Senhor disse que o cordeiro seria comido com a cabeça e os pés, e a fressura. Então, nem uma unha ficaria. “Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso Deus. E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar para servir ao Senhor, nosso Deus.” Êxodo 10.25-26. A sutileza, portanto, da proposta de Faraó visava descaracterizar o culto que seria prestado ao Senhor. O culto poderia ter tudo, menos o sangue, pois não haveria ovelhas. Vivemos um momento profético onde as trevas cobrem o mundo. Toda iniciativa que visa anular, ou desacreditar o poder do sangue de Jesus nesse momento é própria daqueles que estão nas trevas, sem a luz da revelação. A igreja fiel sabe que não pode servir ao Senhor sem a mediação desse sangue. Entendemos que vamos sair, porque discernirmos o mistério do Corpo e o Sangue. “Comemos e bebemos” com o compromisso de anunciarmos que o Senhor Jesus vem. “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor até que venha”. I Cor 11.26 ===================================================================

PALAVRA AO PROFESSOR – 21-03-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 21-mar-2015

– TEMA: OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO

– ASSUNTO: OPOSIÇÃO À RESSUREIÇÃO

– TEXTO FUNDAMENTAL: MATEUS 28:1-15

 

COMENTAR O ASPECTO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO QUE DEVERIA SER ANUNCIADO PELA IGREJA, CONFORME MATEUS 28.7, MAS QUE FOI CONTESTADO EM MATEUS 28.13.

 

“… DIZEI AOS DISCÍPULOS QUE JA RESSUSCITOU DOS MORTOS…” MATEUS 28.7

 

“… DIZEI: VIERAM DE NOITE OS SEUS DISCÍPULOS E, DORMINDO NÓS, O FURTARAM”. MATEUS 28.13

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

OBJETIVO DO ESTUDO

O objetivo desde estudo é mostrar que, ao longo de toda a existência da igreja, um projeto de oposição à Palavra iria correr de forma paralela ao projeto de Salvação para a igreja, no sentido de deslocar o centro desse projeto, que é o Sangue, profetizado em toda a Palavra.

Como o Senhor Jesus venceu toda a oposição a que Ele fosse para a cruz e derramasse seu sangue, agora, após a ressurreição, essa oposição iria se levantar para impedir que os discípulos cressem que Ele realmente ressuscitou e, assim, anunciarem isso ao mundo.

Para desvirtuar a fé dos discípulos, foi levantado um plano paralelo de oposição muito sutil, descrito nos versos 12 a 15 do capitulo 28 de Mateus, cujo objetivo era anunciar uma mensagem contrária à ressurreição do Senhor Jesus.

Toda a oposição ao projeto de salvação durante o ministério do Senhor Jesus foi para impedir que o sangue fosse derramado. Após a Sua ressurreição a oposição era no sentido de criar uma mensagem mentirosa que anunciasse que isso fora feito de uma forma humana, ou seja, “vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram”.

 

Mais tarde, após a descida do Espirito Santo, o mundo iria crer que o Senhor Jesus está vivo através da operação de convencimento do Espirito Santo, e a igreja é que seria a anunciadora dessa verdade. Mais uma vez a oposição se levantaria para impedir que a mensagem da salvação em Jesus vivo fosse anunciada.

Agora nos últimos dias da igreja, além da mensagem que Jesus morreu e ressuscitou, a igreja fiel tem a responsabilidade de anunciar também que Ele está vivo e que em breve voltará. Todavia, um projeto de oposição a essa mensagem se levanta nos dias de hoje para impedir que a igreja fiel que é o corpo vivo de Cristo na Terra, seja arrebatada.

INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus venceu todas as investidas de oposição ao projeto de salvação durante o seu ministério, permanecendo firme no Seu proposito de salvar o homem através da Sua morte na cruz. Isso está registrado nos Evangelhos e Mateus registra isso até ao capítulo 27.

Agora no capitulo 28, o Senhor Jesus já havia descido ao túmulo. Mateus registra o que se deu no momento de sua ressurreição, que foi a execução de um plano ardiloso de oposição.

Crer que Ele morreu não era mais motivo de dúvida, pois até os dois discípulos no caminho de Emaús sabiam disso. A questão agora era crer na Sua ressurreição, pois seria algo que viria como resultado de uma revelação de Jesus aos seus discípulos após a sua ressurreição e uma operação do Espirito Santo, após o Pentecostes.

A pedra que fora posta na boca do túmulo, selada por ordem do Império Romano, não impediu que o Senhor fosse ressuscitado, mas um projeto de oposição vai se levantar contra esse glorioso acontecimento para a igreja. Essa oposição se levanta através de uma mentira a ser anunciada de que Ele não ressuscitou, mas seus discípulos levaram o Seu corpo, para dizer que Ele tinha ressuscitado.

COMENTAR O ASPECTO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO QUE DEVERIA SER ANUNCIADO PELA IGREJA:

 

“… DIZEI AOS DISCÍPULOS QUE JA RESSUCITOU DOS MORTOS…” MATEUS 28.7

“Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.”

 

“Dizei aos discípulos” – Profeticamente era o compromisso da igreja com o anúncio de uma mensagem. A igreja não poderia se calar. As mulheres que foram ao sepulcro ouviram o anúncio do anjo de que Ele ressuscitou, viram o sepulcro vazio, e adoraram ao Senhor Jesus, que lhes saiu ao encontro. Portanto, elas diriam aos demais aquilo que ouviram, viram, e viveram.

O projeto de salvação não é uma teoria para a igreja fiel. Ela o alcançou por revelação. Não foi um convencimento teológico. Pregamos aquilo que recebemos por revelação. O evangelho para essa igreja é ouvir a voz do Senhor, é ver o que ninguém está vendo, ver o profético. O sepulcro vazio era profético. Os guardas não viram, pois estavam “como mortos”. Viver o profético é viver aos pés de Jesus, em adoração a Ele. A igreja fiel se prostra aos pés de Jesus, ela não se curva aos “reinos do mundo e a glória deles”.

Era uma mensagem para ser anunciada com pressa. A igreja precisa se apressar no anúncio desta mensagem, pois o momento é emergente. O mundo está aguardando uma mensagem de vida. Como corpo vivo de Cristo, a igreja fiel não pode falhar.

 

“Ressuscitou dos mortos” – Esta era a mensagem, o centro do projeto. Ele morreu e ressuscitou! O corpo não ficou no sepulcro. O corpo está vivo!

Era a mensagem que apontava para o sacrifício d’Ele na sua morte e a remissão dos pecados pelo seu sangue, bem como a necessidade de uma nova vida aqui. “… Como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós, também, em novidade de vida”. (Rom 6.4).

Essa mensagem dava ao crente a esperança de que assim como Cristo ressuscitou também o fiel ressuscitará para a vida eterna, ainda que passe pela morte física. “… Nós cremos também; por isso, também falamos, sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus…”. 2 Cor 4.13-14.

A convicção que a igreja tinha na mensagem que pregava por experiência era tão grande, que levava homens e mulheres a confirmá-la com suas próprias vidas. Eles morriam pela mensagem que pregavam, porque sabiam que por ela também viveriam eternamente na ressurreição. “… Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.” Atos 21.13.

Temos um compromisso com essa mensagem hoje: O Senhor Jesus morreu, ressuscitou e voltará! Confirmamos a mensagem em nossa forma de vida.

Sem a ressurreição de Jesus e fé seria vã, conforme I Coríntios 15:14 – “e, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.”. Portanto, não haveria salvação já que a mesma é pela graça por meio da fé (Efésios 2:8).

 

COMENTAR O ASPECTO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO CONTESTADO EM MATEUS 28.13.

 

“… DIZEI: VIERAM DE NOITE OS SEUS DISCÍPULOS E, DORMINDO NÓS, O FURTARAM”. MATEUS 28.13

“Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.”

 

Uma mensagem de oposição à grande mensagem da morte e ressurreição do Senhor Jesus vai surgir com o objetivo de desqualificá-la, a fim de que o mundo não cresse nessa mensagem.

O projeto paralelo de oposição aqui é sutil: não questionava a história do Senhor Jesus até sua morte, mas colocava dúvida sobre a Sua ressurreição. A contestação era se Ele está vivo.

 

“Vieram de noite os seus discípulos” – A tentativa era de atribuir aos discípulos a responsabilidade de uma mensagem que teria sido forjada por eles, como se a mensagem da ressurreição fosse produto da ação daqueles homens.

Esse tipo de oposição continuou existindo na história da igreja. Paulo, por exemplo, foi acusado de estar delirando quando falou da ressurreição do Senhor Jesus.

“…O Cristo devia padecer, e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios. […] disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes, digo palavras de verdade e de um são juízo.” Atos 26. 23-25.

A mensagem que pregamos é resultado da revelação do Espírito Santo. Ela não é produto do consenso de um grupo que se reúne para decidir os rumos a seguir, mas sim resultado da ação do Espírito de Jesus, que está vivo e governa sua igreja.

 

“Dormindo nós” – A oposição ao projeto de salvação que se dá a partir da mentira, nega a mensagem vivida da igreja fiel. Esse tipo de ação e comportamento é próprio daqueles que estão “dormindo de noite” e não discernem o momento de trevas. Aqueles cujo compromisso é apenas com o material, ainda que para isso tenham que transformar a verdade revelada em mentira. “E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo:” Mateus 28.12.

 

“O furtaram” – A intenção, portanto, era divulgar que Jesus não estava vivo. O corpo está morto e agora manipulado por um grupo de discípulos.

Era o projeto de oposição para fazer o mundo entender que a igreja é uma organização manipulada por lideranças. Era uma mensagem mentirosa.

A mentira difundida pelos judeus veio como argumento humano, opondo-se e afastando o homem da possibilidade de ser liberto do juízo de morte, pois a intenção era impedir o reconhecimento do cumprimento integral de todas as promessas do Senhor.

A experiência que vivemos hoje nos leva a pregar exatamente o contrário disso, que é a verdade. O Senhor Jesus está vivo e a prova disso é que o corpo, isto é, a igreja, está viva, porque ela tem a vida de Jesus, que é o seu Espírito Santo. Esse corpo não é meramente uma organização religiosa, mas um organismo vivo. Esse Corpo não é manipulado por quem quer que seja, porque ele tem vida. Ele é dirigido pelo Senhor.

REUNIÃO DE SENHORAS – 25-MARÇO-2015

 

REUNIÃO DE SENHORAS – 25-MARÇO-2015

ASSUNTO: O DEUS EU SOU

TEMA: SOU EU

 

TEXTO:

 João 18.6 – “Quando, pois, lhes disse: sou eu, recuaram e caíram por terra.”

 

INTRODUÇÃO

 

Esta é a última mensagem sobre as várias formas através das quais o Nosso Grande Deus “EU SOU”, o Senhor Jesus, se manifesta à sua Igreja Fiel.

 

Podemos glorificar o nome do Senhor Jesus, pelas mensagens anteriores, pois verdadeiramente Ele tem sido para nós o Deus Eu Sou Todo Poderoso, o Deus que opera maravilhas; o nosso Bom Pastor que nos apascenta com seu amor glorioso; o Pão da Vida; a Videira Verdadeira que nos alimenta e nos faz transbordar do Seu Espírito Santo; a Luz do Mundo que dissipa todas as trevas; a Porta da Salvação; o Caminho, a Verdade e a Vida; a Ressurreição e a Vida; Jesus, que nos garante o acesso ao Pai pelo Seu sangue vertido na cruz do Calvário, na qual venceu a morte e nos deu o direito à vida eterna.

 

DESENVOLVIMENTO

 

Neste texto que lemos, Jesus estava no Getsêmani em oração ao Pai, pois sabia que a hora do seu sacrifício na cruz do Calvário havia chegado. Ao terminar sua oração, e ainda falando com seus discípulos, chegou-se a Ele Judas, acompanhado de uma grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo para o prenderem.

 

“Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre Ele haviam de vir, adiantou-se e disse-lhes: a quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno.” – “Quando, pois, lhes disse: Sou Eu, recuaram, e caíram por terra.” – João 18.4,6

 

Foi manifestado ali o poder da palavra de Jesus, que é o próprio Verbo de Deus, a Palavra Viva, cheio de glória e majestade, que apesar da sua forma humana frágil, sem aparência nem formosura, semelhante à raiz de uma terra seca, como nos falou o profeta Isaías, é o Deus que é de Eternidade a Eternidade Salmos 90.2

 

Ali estava Jesus, que é o resplendor e a expressa imagem da Glória de Deus, e sobre esta palavra de poder toda a criação está sujeita, e todas as coisas estão sustentadas pela palavra do Seu poder – Hebreus 1.3

Palavra que é como a voz de muitas águas, a voz poderosa cheia de majestade que quebra os cedros do Líbano Salmos 29.4-5

 

CONCLUSÃO

 

O apóstolo João, quando foi arrebatado, estando desterrado na ilha de Patmos por amor à Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo, viu Jesus glorificado e ouviu por detrás de si esta voz poderosa, a voz como de muitas águas. Quando João viu Jesus que falava com ele, caiu aos Seus pés como morto; e Ele pôs sobre João a Sua destra e disse: “Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último; E o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno.” – Apocalipse  1.17 e 18

 

A este Jesus poderoso, Deus de Eternidade a Eternidade, ao grande Deus Eu Sou, todo nosso louvor, adoração e glórias, pois com sua poderosa palavra nos dirá naquele dia em que o veremos face a face, dia que tanto aguardamos: “… Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” – Mateus 25.34

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 07-03-2015

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 07-mar-2015

– TEMA: OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO

– ASSUNTO: OPOSIÇÃO NO MINISTÉRIO DE JESUS

– TEXTO FUNDAMENTAL: MATEUS 4:1-10

 

NO TEXTO DE MATEUS 4:1-10, COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

“… MANDA QUE ESTAS PEDRAS SE TORNEM EM PÃES”. Vs.3

“… AOS SEUS ANJOS DARÁ ORDENS A TEU RESPEITO, E TOMAR-TE-ÃO NAS MÃOS PARA QUE NUNCA TROPECES COM O TEU PÉ EM ALGUMA PEDRA”. Vs.6

“… TUDO ISTO TE DAREI SE, PROSTRADO, ME ADORARES”. VS.9

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

OBJETIVO DO ESTUDO

O objetivo desde estudo é mostrar que, ao longo de toda a existência da igreja, um projeto de oposição à Palavra iria correr de forma paralela ao projeto de Salvação para a igreja, no sentido de deslocar o centro desse projeto, que é o Sangue, profetizado em toda a Palavra. Assim, nesse projeto paralelo, o sangue de Jesus derramado para remissão dos pecados, é dispensado. Esse sangue prefigurava o Espírito d’Ele que seria derramado sobre a igreja, o que se cumpriu no pentecostes e continua se cumprindo hoje na vida dos fiéis.

Portanto, no projeto de salvação tudo aponta para o espiritual, profético e eterno, mas em oposição vemos um projeto onde tudo converge para o material, temporal e terreno.

Essa oposição vista em toda a Palavra, pode ser percebida na vida do Senhor Jesus, a partir de sua tentação no deserto, bem como ao longo de todo o Seu ministério terreno.

Mais tarde em Atos dos Apóstolos e nas suas cartas, a igreja iria enfrentar também essa oposição e isso até aos dias de hoje. Todavia o Senhor Jesus venceu a tentação citando sempre o projeto do Pai que já estava traçado na Sua Palavra escrita.

Em cada proposta feita ao Senhor Jesus, na tentação no deserto, está a sutileza do engano, pois cada uma delas tinha como objetivo confundir. A questão era: ser ou não ser o Filho de Deus, portanto cada tentação continha o dardo inflamado da dúvida.

 

INTRODUÇÃO

O projeto de salvação está profetizado em toda a Palavra desde o livro de Gênesis até o livro do Apocalipse. Esse projeto está fundamentado, sobretudo na figura do sangue que aponta para o sacrifício perfeito do Senhor Jesus na cruz.

Deus deu a Israel, no velho testamento, a responsabilidade de anunciar esse projeto de salvação ao mundo, dando-lhe também todos os recursos para que não falhasse. Deus deu ao seu povo uma identidade que o ligava a Si próprio: Israel. Ele chama a Israel de “meu filho” (“… Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito.” Êxodo 4.2). Entretanto, Israel falhou em sua função.

Em Jesus o projeto de salvação vai se consolidar, pois Ele não falhou em sua missão. Deus o apresenta como O Filho amado, perfeito, visto que Israel foi um filho que falhou.

“… Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mateus 3.17

O Espírito o levou ao deserto para ser provado, assim como Israel saiu do Egito e foi provado no deserto cometendo muitas falhas nos 40 anos de provas. Porém, o Senhor Jesus, que na infância voltou do Egito, foi provado nos 40 dias no deserto (“… Do Egito chamei o meu Filho.” Mateus 2.15). O Senhor Jesus venceu toda oposição do adversário usando a Palavra, no livro de Deuteronômio, cujo conteúdo também era do conhecimento de Israel no deserto. Isso para mostrar que os recursos dados por Deus a Israel eram suficientes para que ele não falhasse, mostrando ainda que O Senhor Jesus, não falhou e nem falharia em seu ministério, atestando que, de fato é o Filho amado em quem o Pai se compraz.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO NA SEGUINTE EXPRESSÃO:

“… MANDA QUE ESTAS PEDRAS SE TORNEM EM PÃES”. Vs.3

“Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães”.

 

O Senhor Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Ele estava debaixo de um plano profético, ainda que após quarenta dias de jejum tivesse fome. Todavia, mesmo fragilizado pela fome Ele continuou priorizando o profético em detrimento do material. Nesse momento de fragilidade física veio a proposta do opositor, cujo objetivo era desviar o Senhor Jesus da dependência do Espírito que o conduziu até ali, levando-o a priorizar a necessidade material pela qual passava, pois tinha fome. Tornar pedra em pão então era abandonar o espiritual e profético, pelo material e terreno.

É importante notar que o tentador inicia pondo em dúvida aquilo que Deus já havia falado em Mateus 3.17 “… Este é meu Filho…”, dizendo: “… Se tu és o Filho de Deus…”, porque é próprio dele por em dúvida aquilo que Deus fala como foi também no Éden.

A igreja fiel sempre foi conduzida pelo Espírito ao longo de sua história. Mesmo quando fragilizada pelas lutas que enfrentou ela não abandonou o profético, pois ela entendeu o projeto de salvação. Ela não “tornou as pedras em pães”. O apóstolo Pedro compara a igreja a pedras vivas, que tem uma responsabilidade espiritual como sacerdócio santo. Assim, tornar “estas pedras em pães” hoje, é transformar a igreja em um agente social, cujo objetivo está relacionado às necessidades terrenas, abandonando o sacerdócio que foi dado a ela.

: “Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” I Pedro 2.5

Portanto, a oposição aqui está no sentido de apresentar um projeto paralelo: Pedra X Pão. Espiritual X Material, com a chancela de ser filho de Deus, ou seja, se você é filho de Deus, pode viver um evangelho social e continuar sendo filho de Deus.

A resposta de Jesus a essa proposta foi: “… Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” Mateus 4.4

Ele estava dizendo que apenas pão não mantém a vida. Não há vida num evangelho social, no projeto paralelo. A vida está na palavra que sai da boca de Deus que é a revelação do seu Espírito para nos conduzir no projeto de salvação.

Transformar pedras em pães era um projeto que visava anular o poder do derramamento do sangue de Jesus, pois o verdadeiro pão foi o pão partido, que simbolizava o sacrifício do Senhor Jesus na cruz. Com o sacrifício na cruz, o Senhor Jesus deu o seu corpo já partido, pois o alimento que saiu de dentro desse pão partido foi a vida, na forma do sangue que Ele verteu.

O projeto de transformar pedras em pães visava um evangelho voltado apenas para o interesse do ventre, ou interesse material. O evangelho do Senhor Jesus é um projeto espiritual que satisfaz à alma. O homem não viverá do pão que perece, mas viverá da Palavra que sai da bocade Deus.

Essa ação opositora quer transformar a salvação eterna e verdadeira em salvação material e terrena.

É por isso que a mensagem precisa vir da boca de Deus, ou seja, mensagem revelada pelo Espirito Santo, assim também o culto, o louvor e até a forma de vida do servo. Vivemos daquilo que sai da Boca de Deus, porque vivemos dos dons espirituais, com os quais o Deus vivo fala no nosso meio.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO NA SEGUINTE EXPRESSÃO:

“… AOS SEUS ANJOS DARÁ ORDENS A TEU RESPEITO, E TOMAR-TE-ÃO NAS MÃOS PARA QUE NUNCA TROPECES COM O TEU PÉ EM ALGUMA PEDRA”. Vs.6

“e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra”.

A proposta agora era para que Ele se lançasse do alto do pináculo do templo, o que certamente o levaria a morte. O argumento usado é bíblico, só que a palavra é usada aqui para interferir no projeto de Deus. Foram usados os versículos 11 e 12 do Salmo 91. O versículo 11, entretanto, tem a parte final (“em todos os teus caminhos”) omitida: “Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos” Salmo 91.11. A palavra é subtraída para atender ao interesse de um projeto paralelo, onde a cruz e o derramar do sangue são dispensados.

Os caminhos de Jesus eram aqueles revelados pelo Pai. O caminho para lançar-se do alto do pináculo do templo não era do Pai. O compromisso de Deus é com aqueles que estão em Seus caminhos: “… assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” Isaias 55.9

A subtração da parte final do versículo 11 do Salmo 91 o desvincula do versículo 12, que diz: “Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.” O Senhor sustenta, para que não tropece, aqueles que estão “nos caminhos”, ou seja, atendendo as orientações de Deus, até porque a promessa desse Salmo é para “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo…”. Salmo 91.1

O versículo 12 tem então o acréscimo da palavra nunca em lugar da palavra não. Dando a conotação final de que, “se tu és filho” Ele “dará ordens aos anjos” e você “nunca” tropeçará, eliminando a condição de estar “nos caminhos” de Deus para que a promessa se cumpra. Assim, se você é crente, já aceitou Jesus, “nunca” perderá a salvação, o que é uma distorção do projeto de salvação.

A resposta de Jesus a essa proposta foi: “… Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.” Mateus 4.7. Portanto, distorcer a Palavra para atender interesses pessoais é tentar a Deus. Não somos filhos e salvos, porque houve um grande milagre físico, mas porque fomos resgatados “… com o precioso sangue de Cristo…”. 1 Pe 1.19.

Lançar-se do pináculo do templo para baixo não era caminho traçado pelo Pai para o Senhor Jesus. Ele só andava nos caminhos que o Pai lhe traçava.

Ali estavam dois caminhos:

O primeiro era o caminho da fama, pois jogar-se daquela altura e ser guardado pelos anjos de uma queda seria algo admirável pelas multidões.

O segundo era para mostrar que se ao lançar-se do pináculo do tempo Jesus viesse a sofrer qualquer dano de morte, seu corpo ficaria desestruturado. A profecia dizia que nenhum de seus ossos seria quebrado. Além disso, para se cumprir o profético, o seu corpo seria partido somente para derramar o sangue na cruz em favor dos nossos pecados.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DA OPOSIÇÃO AO PROJETO DE SALVAÇÃO NA SEGUINTE EXPRESSÃO:

“… TUDO ISTO TE DAREI SE, PROSTRADO, ME ADORARES”. VS.9

“e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares”.

 

O Senhor Jesus foi levado a um monte muito alto onde lhe foi mostrado os reinos do mundo e a glória deles. Ali, foi-lhe proposto: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares”.

O Senhor Jesus veio para ser “… Rei dos reis e Senhor dos Senhores.” Apoc. 19.16. Todavia, Ele conquistaria isso com seu próprio sangue (“… e com teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e línguas, e povo nação; […] os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.”) Apoc. 5.9-10. A proposta ali era então para que Ele tomasse posse sem derramar o seu sangue, pois o projeto de salvação está alicerçado no sangue.

Esse projeto paralelo que exclui o sangue tem a glória dos reinos do mundo, mas não a glória do reino celestial. A condição estabelecida era “te darei” (não precisa pagar/comprar com seu sangue), “se, prostrado, me adorares”. Portanto, a mensagem que aponta para “os de reino do mundo e glória deles” é própria daqueles que se prostram cujos corações estão inclinados para essa vida.

A resposta de Jesus a essa proposta foi: “… está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.” Mateus 4.10

A igreja fiel não se prostrou a um evangelho que aponta para essa vida, onde tudo converge para o material. Ela entendeu que pelo sangue de Jesus fomos feitos “reis e sacerdotes” e, que, portanto, fazemos parte de outro reino, e é função da igreja anunciar esse Reino ao mundo.

O Senhor Jesus não cedeu à proposta de fazer o milagre da transformação das pedras em pães para provar que era Filho de Deus, nem a proposta de dar um grande espetáculo lançando-se do pináculo para ser tomado nas mãos dos anjos, a fim de que cressem Nele, tampouco se prostrou abandonando o projeto de salvação pela glória terrena, mas mostrou que a prova de que era o Filho legítimo de Deus estava em obedecer e cumprir o projeto que estava na Palavra, ao dizer: “Está escrito”, “também está escrito” e “porque está escrito”.

Ele estava profeticamente falando de si próprio, pois Ele é a Palavra:

1)      “Está escrito” é o caminho. Já está definido o projeto na Palavra;

2)      “Também está escrito” é a verdade, pois Ele estava combatendo a heresia dos textos citados distorcidamente e;

3)       “Porque está escrito” é a vida, visto que estava contestando a proposta de se prostrar em troca de reinos e glórias temporais.

 

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS 14-02-2015

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 14-fev-2015

– TEMA: NAÇÃO SACERDOTAL

– ASSUNTO: ISRAEL: REINO SACERDOTAL

– TEXTO FUNDAMENTAL: ÊXODO 19:5-6

O TEXTO DE ÊXODO 19.5-6 MOSTRA O PROJETO DE UM REINO SACERDOTAL PARA ISRAEL.

IDENTIFICAR AS FALHAS DE ISRAEL COMO NAÇÃO SACERDOTAL NOS DIAS DO SACERDOTE ELI, NOS SEGUINTES ASPECTOS:

– O GOVERNO – I SAMUEL 2.29

– O CULTO – I SAMUEL 3.1-3

 

FAZER A APLICAÇÃO PROFÉTICA

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Separar ALGUNS jovens ou obreiros para as tarefas que estão no final da lição.
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

INTRODUÇÃO

No velho testamento Israel foi levantado para ser o instrumento nas mãos de Deus a fim de anunciar às nações em redor a mensagem do Deus verdadeiro. Todavia, a nação cometeu muitas falhas no anúncio dessa mensagem. Essas falhas de Israel ocorreram sempre no momento em que deixava de dar ouvidos ao Senhor através dos profetas. A maior falha foi não ter ouvido a mensagem dos profetas sobre a vinda do Senhor Jesus (O Messias).

A igreja fiel de Jesus, no entanto, no novo testamento foi chamada para ser “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido,…”. Sua função é anunciar ao mundo um Jesus que morreu, ressuscitou e vai voltar.

Segundo o Texto Fundamental em Êxodo 19.5-6, no projeto de Deus para que Israel fosse “reino sacerdotal e povo santo, além de propriedade peculiar de Deus entre os povos da terra”, havia somente duas condições:

1)      “ouvir diligentemente a voz do Senhor” e

2)      “guardar o concerto” ou a aliança com o Senhor.

Como nação sacerdotal, Israel vivia em função do culto levítico, cujo centro era o sacrifício do cordeiro e o derramar do seu sangue. Disso dependia a expiação do pecado e da culpa. Além do privilégio de ouvir a voz de Deus.

Nos dias de Eli, entretanto, percebemos um abandono total do concerto que deveria ser guardado resultando em uma profunda decadência espiritual com o silêncio de Deus que não mais falava a um sacerdócio que não estava disposto a ouvi-lo.

O texto relata muito bem a decadência de um povo que tinha sido chamado para ser reino sacerdotal para o Senhor. Uma decadência tanto de governo quanto de culto.

 

FALHAS DE ISRAEL COMO NAÇÃO SACERDOTAL NOS DIAS DO SACERDOTE ELI, NOS SEGUINTES ASPECTOS:

– O GOVERNO – I SAMUEL 2.29

“Por que dais coices contra o sacrifício e contra a minha oferta de manjares, que ordenei na minha morada, e honras aos teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel?”

 

“Por que dais coices contra o sacrifício e contra a minha oferta de manjares”

O sacerdote poderia comer do sacrifício, depois que toda gordura fosse queimada ao Senhor.

“… degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor. E dela se oferecerá toda a sua gordura […]. E o sacerdote o queimará sobre o altar […]. Todo o varão entre os sacerdotes a comerá…”.  Levítico 7.2-6

Os sacerdotes filhos de Eli não atentavam para isso. “Não conheciam ao Senhor”. I Sam. 2.12. Assim, não valorizavam aquele sacrifício que possibilitava a intermediação e a expiação. Eles “… desprezavam a oferta do Senhor”. I Sam. 2.17.

O Senhor considerou isso como “coices”. Essa palavra está normalmente relacionada a golpes dados pelos animais com a pata para trás.

Então, o governo sacerdotal agia na irracionalidade espiritual, desprezando o sacrifício que era o fundamento mais elementar do culto, além da oferta de manjares, que estava relacionada à gratidão, louvor e adoração, pois era “oferta de cheiro suave ao Senhor” (Lev. 2.2). Isso levou o Senhor a lhes fazer essa dura cobrança.

Dar coices ou pisar o sacrifício e a oferta de manjares era uma atitude de rebeldia ou rebelião por parte dos responsáveis pelo sacerdócio, mostrando uma total falta de governo em Israel.

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

A igreja como nação sacerdotal não pode “desprezar o sacrifício”. O sacrifício do Senhor Jesus é o fundamento mais elementar do culto. O sangue do cordeiro é um projeto que permeia toda a Palavra. O clamor pelo sangue de Jesus é um segredo que liberta o pecador e o leva a mais perfeita adoração a Deus em gratidão, por sua alma remida.

As ofertas de sacrifício e de manjares estão ligadas no projeto de Deus, porque são proféticas quanto ao poder do sangue de Jesus (o perdão) e o louvor da alma remida. Assim, poderíamos inclusive dizer que, não é “o louvor que liberta”, mas a alma liberta pelo poder do sangue do Senhor Jesus expressa no louvor a gratidão a Deus por sua remissão. Não há louvor sem primeiro a operação do sangue. (Hebreus 13:15).

 

“que ordenei na minha morada”

O Senhor lhes estava lembrando que havia uma lei estabelecida sobre o sacrifício e oferta que era uma ordenança d’Ele. Ele havia falado e eles precisavam ouvir. Aquilo não era um ritual litúrgico simplesmente, pois havia um sentido profético. Como governo espiritual eles não podiam mudar aquela lei dada por Deus, nem tinham o direito de fazer isso sob a prerrogativa de serem sacerdotes. Na verdade, tinham que cumprir a função para a qual foram chamados. Deus trataria com eles (Eli e seus filhos), como de fato tratou, inclusive tirando-lhes o sacerdócio com a morte.

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

A experiência vivida pela igreja fiel é ouvir a voz do Senhor. Sua forma de vida é ditada pelo Espírito Santo. Na igreja fiel não se criam ordenanças, dogmas ou estatutos. A doutrina vivida é resultado da revelação do Espírito Santo, pois “a morada é d’Ele”, a igreja é d’Ele. Aquele que está à frente de uma igreja, ou de um grupo ou mesmo de um culto, não se torna o dono. Portanto, ele não pode mudar “a lei”, não pode mudar o ensino, a doutrina, o culto, o louvor sob a prerrogativa de ser pastor, ungido, diácono, obreiro, responsável, etc. O chamado é para cumprir uma ordenança que foi dada pelo Senhor.

O governo do povo de Deus não pode ser feito pela vontade de seus líderes, pois o governo é do Senhor. O Espírito Santo age com juízo sobre toda forma de governo que assume o lugar do Senhor e o resultado é a criação de um povo desordenado e sem governo, sem disciplina e sem unidade doutrinária.

Quando o homem passa a fazer sua vontade no governo das coisas do Senhor ele causa a dispersão do povo, onde cada um faz o que quer. Cada um manda na sua própria vontade e tudo isso em nome de fazer a vontade do Senhor.

 

“honras aos teus filhos mais do que a mim”

O compromisso do governo espiritual na nação sacerdotal de Deus tem que ser, antes de tudo, com o Senhor. Eli não ensinou aos seus filhos sobre o Senhor, sobre as leis e sobre o culto. Por isso, tornou-se complacente com os pecados deles, pois não podia requerer deles aquilo que ele não os ensinou. O vínculo familiar era mais importante que a aliança com Deus, comprometendo seu ministério sacerdotal. Isso trouxe um juízo não só a ele, mas também à nação.

A consequência final foi a perda da arca da aliança, a morte de seus filhos, sua própria morte, e a derrota de Israel, que se tornou uma nação como outra qualquer, pois Deus não pelejou por eles.

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

O governo na Obra do Espírito está comprometido com um projeto que é de Deus. O ensino deve ser transmitido ao povo independentemente de vínculos familiares, ou de amizade. Há uma responsabilidade com o rebanho, que não pertence ao pastor, mas ao Senhor. Não se faz concessões ao pecado e a desobediência, pois isso resultaria em prejuízo à igreja do Senhor.

Um evangelho de privilégios e concessões desta natureza torna a igreja igual a qualquer outra instituição e decreta, sem dúvida, a derrota da nação sacerdotal.

Não são laços familiares, institucionais ou denominacionais que garantem a uma nação sacerdotal a transmissão de uma herança. Essa herança será meramente tradicional. A igreja como nação sacerdotal não é uma tradição religiosa, mas o resultado de uma herança preservada pelo governo do Espírito Santo no meio dela.

 

FALHAS DE ISRAEL COMO NAÇÃO SACERDOTAL NOS DIAS DO SACERDOTE ELI, NOS SEGUINTES ASPECTOS:

– O CULTO – I SAMUEL 3.1-3

1. “O mancebo Samuel servia ao Senhor, perante Eli; e a palavra do Senhor era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta”.

2. “E sucedeu naquele dia que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos se começavam já a escurecer, que não podia ver)”,

3. “E estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do Senhor, em que estava a arca de Deus”.

 

“… não havia visão manifesta”.

O estado em que se encontrava o governo sacerdotal em Israel refletia diretamente no culto e nas guerras. Eli dava “coices contra o sacrifício e contra a oferta de manjares”, não observava aquilo que Deus havia ordenado para sua morada e não O honrava. O sacerdote não ouviu diligentemente a voz do Senhor, nem guardou o seu concerto, conforme Êxodo 19.5-6. Assim, Deus não se manifestava mais no culto. Deus não falava, porque Eli não mais O ouvia. Ele não tinha mais o que dizer para ninguém, pois não ouvia mais o Senhor.

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

O comprometimento do governo com seu chamado é fundamental para que Deus opere na igreja. A igreja vive da manifestação do Espírito Santo. Só podemos transmitir aquilo que recebemos do Senhor (“Por que eu recebi do Senhor o que também vos ensinei…”. I Cor 1.23). Não transmitimos aquilo que não é resultado da operação do Espírito Santo no Corpo. Não temos outra fonte senão a revelação. O conhecimento humano tem o seu lugar, mas a igreja e o homem natural precisam da manifestação do Senhor. A alma precisa de revelação, ou seja, a visão manifesta.

 

 “… os seus olhos se começavam já a escurecer, que não podia ver.”

Eli já não podia ver. Esse estado se agravou gradativamente. Ele não discernia mais aquilo que fazia parte do culto. Não enxergava mais o profético nos atos do culto. Quando Ana foi ao templo atribulada com sua luta, ele não viu a aflição de sua alma. Não discerniu.

Ele não viu, não entendeu que Deus estava falando com Samuel e o mandou deitar.

Ele não viu, não discerniu que a arca de Deus não podia ser tirada do templo como fizeram, levando-a para o campo de batalha.

Ele não viu que a luz do templo estava se apagando.

Portanto, o culto estava totalmente fora do modelo que Deus havia revelado, mas Eli “não podia ver”.

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

A experiência de culto na Obra do Senhor está na valorização do profético. Os olhos da igreja estão sempre voltados para o profético. O louvor é profético, a palavra é profética e os dons são proféticos. Profético é aquilo que aponta para a eternidade.

Há um cristianismo cujos olhos se escureceram para o profético e cuja mensagem convergiu para o material. A igreja fiel, porém, como nação sacerdotal, entendeu que a mensagem para o mundo aponta para um projeto de vida eterna.

Ela discerne a necessidade da alma atribulada sem salvação. Discerne a voz do Espírito que fala ao coração daquele que dorme. Discerne que o “concerto” com o Senhor é um segredo do Corpo e não um espetáculo público. Por fim, discerne que dentro do templo, a luz da revelação jamais pode se apagar.

A igreja que é nação sacerdotal está sempre de pé e atuante e não deita na cama da acomodação espiritual, pois isso traz como resultado a cegueira espiritual representada na completa ausência de revelações no culto e discernimento espiritual.

 

“… antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do Senhor…”.

A lâmpada dentro do templo era o castiçal. Ele deveria ficar aceso continuamente, conforme Êxodo 27.20 – “Tu, pois, ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente”.

O lugar santo, onde o sacerdote ministrava no templo (ou tabernáculo), era iluminado pela luz do castiçal. Era essa luz que estava se apagando. Não seria possível ministrar o culto, conforme orientado por Deus se aquela luz se apagasse, ou se iluminasse pouco pela falta de azeite.

A luz se apagando denota o descaso e descompromisso com o culto levítico orientado por Deus. Por isso, o Senhor já não falava naquele ambiente.

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

O desejo de Deus é manifestar-se à igreja através da luz do castiçal, que é a revelação. Deus não se manifesta nas trevas da razão, ou do argumento humano. “… Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.” – 1 João 1.5.

Um culto sem a luz da revelação tornaria a nação sacerdotal igual àqueles que estão nas trevas. O projeto de Deus para a igreja ao longo da sua história era o “castiçal acesso”, a fim de que Ele pudesse falar. O ambiente em que o Senhor fala é aquele em que há luz (revelação).

“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro, e no meio dos sete castiçais, um, semelhante ao Filho do homem…”. (Apoc. 1.12-13a)

Ele fala no meio dos castiçais. Fala pelos dons espirituais, fala pela palavra revelada, fala pelo louvor, fala através do testemunho e da comunhão do seu povo, etc.

 

TAREFA PARA SALA DE AULA:

  1. Na ausência do Espírito Santo para governar a vida espiritual do povo, como seria esse governo? Quais seriam os resultados disso?
  2. É possível dar exemplos práticos do que pode acontecer quando falta revelação para o culto, ou seja, quando a lâmpada está se apagando?

 

PALAVRA AO PROFESSOR – 07-fevereiro 2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 07-fev-2015

– TEMA: NAÇÃO SACERDOTAL

– ASSUNTO: ISRAEL: REINO SACERDOTAL

– TEXTO FUNDAMENTAL: ÊXODO 19:5-6

COM BASE EM ÊXODO 19.5, COMENTAR AS CONDIÇÕES PARA QUE ISRAEL FOSSE REINO SACERDOTAL, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“…SE DILIGENTEMENTE OUVIRDES A MINHA VOZ…”

“…GUARDARDES O MEU CONCERTO…”

 

FAZER A APLICAÇÃO PROFÉTICA

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida, versão 1995).

==============================================================

 

SIGNIFICADO DE:

NAÇÃO: povo, gente, pátria, terra.

PECULIAR: típico, característico.

DILIGENTEMENTE: cuidadosamente, zelosamente.

CONCERTO: aliança, pacto.

– SACERDOTE: o homem da tribo de Levi que servia de intermediário entre Deus e o povo.

– SACERDÓCIO: a ação de intermediação feita pelo sacerdote. O ofício sacerdotal.

– SACERDOTAL: aquilo que está relacionado ao sacerdócio.

– SACERDÓCIO DO CRENTE: o direito dado pelo Senhor Jesus ao crente de se dirigir ao Pai em nome de Jesus.

NAÇÃO SACERDOTAL: povo chamado para falar e testemunhar do nome do Senhor.

REINO SACERDOTAL: reino de sacerdotes, de pessoas separada e consagradas ao serviço de Deus, para ser sal da terra e luz do mundo.

POVO SANTO: povo separado para o Senhor e que não se mistura com o mundo nem absorve a vida pecaminosa do mundo.

=========================================================

OBSERVAÇÕES:

  1. Separar ALGUNS jovens ou obreiros para as tarefas que estão no final da lição.
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

=========================================

 

OBJETIVO DESTE ESTUDO SOBRE “NAÇÃO SACERDOTAL”:

Conscientizar a igreja fiel de Jesus de que ela é o instrumento que o Senhor tem nas mãos para anunciar ao mundo a verdadeira mensagem do reino de Deus.

No VT Israel foi levantado para ser o instrumento nas mãos de Deus a fim de anunciar às Nações em redor a mensagem do Deus verdadeiro. Desde a saída do Egito até à posse de Canaã, Israel deixou essa mensagem para as nações no meio das quais habitou. Todavia cometeu também muitas falhas no anúncio dessa mensagem. Essas falhas de Israel ocorreram sempre no momento em que deixava de dar ouvidos ao Senhor através dos profetas. A maior falha foi não ter ouvido a mensagem dos profetas sobre a vinda do Senhor Jesus (O Messias).

Assim a Igreja, no NT, através do testemunho em Jerusalém e em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra, deixou também a mensagem verdadeira do Reino de Deus, anunciando a toda criatura a salvação no Senhor Jesus. Todavia cometeu também muitas falhas nesta sua missão e tais falhas foram cometidas todas as vezes que deixou de ouvir a voz do Espirito Santo, dando ouvidos à voz da razão e do argumento humano, sobretudo a partir do período profético identificado na carta à igreja de Pérgamo (Apoc. 2:12-17), quando a igreja foi secularizada, sendo dominada e governada pelo então império Romano.

À medida que os sinais dos tempos apontam para o tempo do fim, o mundo se torna cada vez mais carente de conhecer o evangelho puro que anuncia o Reino de Deus. Quem tem a responsabilidade de anunciar “as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, é a igreja fiel de Jesus, como Nação Sacerdotal, porque ela foi chamada para ser “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido,…”. Portanto, ela não tem motivo para falhar no testemunho para o mundo de um Jesus que morreu, ressuscitou e vai voltar.

==========================================================

 

COM BASE EM ÊXODO 19.5, COMENTAR AS CONDIÇÕES PARA QUE ISRAEL FOSSE REINO SACERDOTAL, NA SEGUINTE EXPRESSÃO:

 

“…SE DILIGENTEMENTE OUVIRDES A MINHA VOZ…”

 

Êxo 19:5 – “agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz (…)”.

 

COMENTÁRIO

A condição estabelecida por Deus quanto ao ouvir sua voz demonstra a disposição dEle em falar com a nação, pois o Senhor tem prazer em se relacionar com o homem, revelando sua vontade. Porém a continuidade disso estava condicionada à disposição do povo em ouvir a voz do Senhor.

Qual seria a responsabilidade de uma Nação Sacerdotal? Manifestar às nações ao redor que o Senhor era o Deus de Israel, preparando o mundo para a vinda do Messias. O projeto de Deus era tornar Israel uma nação que intermediasse as questões das outras nações diante de Deus. Que as nações tivessem um verdadeiro conceito de Deus, através do testemunho de Israel. E não somente um conceito, mas também a certeza de um Deus presente, que se relaciona com o homem. Essa intermediação seria possibilitada pelo sangue do cordeiro, que era o centro do culto ministrado pelo sacerdote.

Até nos momentos em que Deus permitia que os inimigos se colocassem contra Israel, Deus queria com isso que Israel fosse uma nação sacerdotal, sendo vitoriosa sobre seus inimigos e a vitória fosse do Deus de Israel.

Deus falava ao seu povo através dos profetas e todas as vezes que Israel ouvia a voz dos profetas, sempre proclamava às outras nações que o Deus de Israel era Deus vivo, , pelo testemunho das vitórias que alcançava.

Deixando de dar ouvidos à voz do Senhor, Israel falha na sua função como nação sacerdotal e passa a ser igual às nações ao redor. O povo de Israel havia se igualado aos povos vizinhos. Portanto, apostatou, buscando viver os mesmos valores das nações em volta, abandonando a aliança com Deus.

A verdadeira condição de reino sacerdotal que o Senhor queria ver em Israel seria ouvir e crer na grande mensagem dos profetas que era a vinda do Senhor Jesus, como o Messias. Nisso Israel falhou, pois não recebeu o Senhor Jesus (João 1:11).

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

Deus não mudou em sua disposição de falar como o homem. Naquilo que Israel falhou, Deus providenciou “outra nação” para com ela se relacionar, a fim de que ela cumpra seu propósito de anunciar ao mundo um projeto de salvação.

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 1Pe 2:9

Qual a responsabilidade da Igreja como nação sacerdotal? Manifestar ao mundo que só Jesus é Senhor e assim, o mundo ver na igreja o testemunho dessa mensagem. O louvor e a glória por todas as vitórias da igreja e todas as operações do Senhor no meio dela, serem atribuídos ao Senhor e não a homens.

Como nação sacerdotal, a igreja aponta para o projeto que religa o homem a Deus, que é sacrifício e o poder do sangue de Jesus operando no Corpo.

“… Tudo que ligardes na terra será ligado no céu…” Mateus 18.18

Ouvir diligentemente a voz do Senhor é ouvir aquilo que “o Espirito Santo diz às igrejas”, ou seja, ouvir a revelação do Espirito Santo. É ouvir dando crédito e valor às palavras daquele que fala. Através do uso nos dons espirituais a igreja, como reino sacerdotal, proclama para de fora que o Senhor está no meio dela (I Cor 14:24-25).

Se a igreja deixar de ouvir a voz do Espírito Santo, certamente falhará em sua função e se descaracterizará como nação santa, assumindo a forma de um cristianismo que não mais tem uma mensagem para a alma, mas um cristianismo onde tudo converge para o material, onde tudo é uma imitação pálida do mundo.

Imitar as nações de fora, ou seja, o mundo, isso leva a igreja a perder a condição de reino sacerdotal, pois passa a usar o argumento e a razão em lugar da revelação e assim se torna como os demais que estão ao redor.

A grande mensagem que a igreja proclama na condição de reino sacerdotal é que Jesus morreu, mas ressuscitou e vai voltar. Ela não tem motivos para falhar nessa mensagem.

 

===================================================

 

COM BASE EM ÊXODO 19.5, COMENTAR AS CONDIÇÕES PARA QUE ISRAEL FOSSE REINO SACERDOTAL, NA SEGUINTE EXPRESSÃO:

 

“…GUARDARDES O MEU CONCERTO…”

 

Êxo 19:5 – “agora, pois, se (…) guardardes o meu concerto, (…)”.

 

COMENTÁRIO

O concerto estava representado pelos Estatutos recebidos por Moisés das mãos do Senhor para serem observados (guardados) pelos filhos de Israel. Nesse concerto estava toda a orientação do Senhor para tornar Israel um reino sacerdotal. Era a Palavra de Deus para que o concerto (aliança) fosse mantido com Israel desde que guardasse as ordenanças nele contidas.

Esse concerto não era a expressão da vontade de Moisés. Ele não elaborou as ordenanças, nem as copiou dos estatutos dos povos ao redor, mas as recebeu por revelação de Deus dada no monte Sinai durante quarenta dias de jejum. Era o concerto de Deus (“O meu concerto”).

Só seria possível guardar o concerto se Israel desse ouvidos à voz do Senhor. Como falhou em ouvir a voz do Senhor Israel acabou invalidando o concerto (Jeremias 31:31-32).

 

APLICAÇÃO PROFÉTICA

A igreja na condição de reino sacerdotal tem a Palavra revelada pelo Espirito Santo como base do seu concerto com o Senhor. O mundo ao redor tem um verdadeiro conceito do Senhor quando a igreja testemunha do reino de Deus através da Palavra.

A experiência com a palavra revelada, a doutrina do clamor pelo sangue de Jesus, a consulta à palavra, a doutrina de corpo, os dons espirituais, o batismo com o Espírito Santo, além das demais doutrinas vividas pela igreja, não são a expressão da vontade de homens. Não elaboramos, nem as copiamos de quem quer que seja, mas é resultado da operação do Espírito no meio da igreja e fruto da busca e da disposição em ouvir a voz do Senhor ao longo da caminhada.

A condição da igreja como nação sacerdotal é porque ela guarda o concerto do Senhor por amor e não por imposição: “…se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). A presença do Senhor habitando no meio da igreja é que dá a ela a condição de mostrar para o mundo que é reino sacerdotal.

Não são dogmas, normas ou estatutos e ordenanças humanas que garantirão à igreja a condição de reino sacerdotal, mas, sim, o guardar no coração a Palavra do Senhor, conforme Jeremias 31:33-34.

A igreja fiel de Jesus prega a Palavra, vive a Palavra, tem experiência com a Palavra e usa a revelação da palavra como forma de vida.

 

=====================================================

 

TAREFA PARA SALA DE AULA:

  1. De que forma você pode demonstrar ao mundo que pertence a uma igreja que é sacerdotal?
  2. É possível citar, na prática, como se dá a experiência de viver a Palavra como forma de vida?

 


Clique e ouça a Rádio Maanaim

Calendário

novembro 2019
S T Q Q S S D
« out    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Usuários Online

Users: 35 Guests, 9 Bots