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PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS – 23-mai-2015

PALAVRA AO PROFESSOR DE JOVENS

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 23-mai-2015

– TEMA: A FÉ

– ASSUNTO: BATALHAR PELA FÉ

– TEXTO FUNDAMENTAL: JUDAS 1:1-5

 

A CARTA DE JUDAS NO VERSO 3 EXORTA A BATALHAR PELA FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA À IGREJA.

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… PORQUE SE INTRODUZIRAM ALGUNS, […] HOMENS ÍMPIOS…” VS. 4

“… CONVERTEM EM DISSOLUÇÃO A GRAÇA DE DEUS, E NEGAM A DEUS…” VS. 4

“… HAVENDO O SENHOR SALVO UM POVO […] DESTRUIU, DEPOIS, OS QUE NÃO CRERAM”. VS. 5.

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

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OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

 

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que

– Batalhar pela fé não é simplesmente crer, mas é lutar para andar da direção do Espírito Santo. Isso está ligado ao exercício da fé que uma vez foi dada aos santos (à igreja).

– Esta batalha é de ordem interior, ou seja, dentro do “Corpo”, para impedir a introdução daqueles que querem converter em dissolução a graça de Deus.

– “A fé foi dada aos santos” (à igreja): se foi dada é porque ela não tinha antes. Se foi dada é porque alguém deu e quem deu foi o Pai, porque quando nos deu Jesus, nós recebemos o DOM DE DEUS. Uma fé vinda de Deus “não vem de vós, é dom de Deus”.

 

 

INTRODUÇÃO

A CARTA DE JUDAS NO VERSO 3 EXORTA A BATALHAR PELA FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA À IGREJA.

 

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”. Judas 1:3

 

Hoje percebemos no cristianismo uma crise de fé. Não se trata da “fé” que está lá fora no mundo, mas uma “fé” que foi acolhida por um cristianismo moderno. Uma “fé” que emerge do homem, isto é, gerada por ele, e que por isso mesmo admite todo tipo de desvio do projeto genuíno de salvação.

O estudo visa despertar os servos a batalhar pela fé que uma vez foi dada, e foi dada pela graça, na pessoa daquele que é o “dom de Deus”. Uma fé que não foi gerada pelo homem, mas que vem de Deus e nos alcançou para gerar em nós a esperança de vida eterna,

É uma batalha muito sutil e meticulosa, porque a palavra “introduzir”, no verso 4, dá uma ideia de uma introdução furtiva, imperceptível, sorrateira, disfarçada.

A pergunta é: Como está a fé nos meios cristãos? E a resposta da igreja fiel a esta pergunta é vem através de uma batalha pela conservação dessa fé. Uma batalha interna.

A carta de Judas foi escrita para uma igreja que vive uma “comum salvação”, ou seja, uma salvação compartilhada no ambiente interno que é o “Corpo”. Sobre essa experiência de salvação no Corpo ele exorta a igreja a batalhar para que ela não seja diluída por homens ímpios que tentem se introduzir no meio dela para causar dissolução.

A carta é dirigida a uma igreja “conservada por Jesus Cristo”, ou seja, a revelação de Jesus a conserva e a preserva de toda contaminação que tenta se introduzir no meio dela.

Essa batalha é para a preservação de uma fé interior, que uma vez foi dada aos santos quando o Espirito Santo foi derramado sobre a igreja e passou a habitar no meio dela.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… PORQUE SE INTRODUZIRAM ALGUNS, […] HOMENS ÍMPIOS…” VS. 4

 

“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” VS 4

 

COMENTÁRIO:

“… porque se introduziram alguns, […] homens ímpios…”

A palavra introduzir dá o sentido de algo interno, algo que ocorreria no interior da igreja de forma sutil. Ele exorta quanto ao mal que “alguns” causariam ao evangelho.

Judas estava advertindo a igreja a fim de que ela permanecesse “conservada”, visto que essa luta interna é profética. Por isso ele usa a expressão “que já antes estavam escritos para este mesmo juízo”, mostrando que essa ação de “homens ímpios” já estava profetizada, sobretudo, para a igreja da última hora.

A grande luta para essa igreja, portanto, não seria nas arenas, mas sim no “Corpo”, contra a ação de “homens ímpios” que se introduziriam no evangelho, porém sem conversão e submissão ao Espírito, conforme Judas descreve suas características no conteúdo da carta.

A batalha da fé não é uma luta para ser exteriorizada na forma de manifestação pública para defender a fé, mas uma luta de ordem interior. Os apóstolos em suas cartas travaram uma grande luta interior no meio da igreja para estabelecer e defender a unidade doutrinária. Essa luta era contra os que queriam causar dissolução dentro da igreja.

ASPECTO PROFÉTICO:

A igreja vive hoje a plenitude do conteúdo da carta de Judas. Com pesar contemplamos um evangelho descaracterizado pela ação de “alguns que se introduziram”, dando forma ao aspecto profético do perfil de “mestres” descritos na carta. Na verdade são “homens ímpios”, pois seus comportamentos atestam que não foram transformados pelo poder do evangelho, mas sim querem transformar o evangelho de acordo com seus interesses.

A igreja fiel deve estar atenta a esse perfil que se introduz no meio dela.

– Ele não faz parte do Corpo.

– Ele não foi gerado pelo Corpo.

– Ele não traz a genética do Corpo.

– Ele foi introduzido.

– Veio de fora e, portanto, faz mal ao Corpo, porque não pertence ao corpo.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… CONVERTEM EM DISSOLUÇÃO A GRAÇA DE DEUS, E NEGAM A DEUS…” VS. 4

 

“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” VS 4

 

COMENTÁRIO:

“… convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus…”

A graça de Deus é o Seu favor para com o homem, é o Seu projeto de salvação revelado em Sua Palavra. Por isso, Paulo diz: “Pela graça sois salvos.” Efésios 2.8.

Converter em dissolução é transformar em partes. Dissolução é separar as partes. Portanto, o sentido aqui não é “acabar com a graça”, mas sim separar em partes, a fim de absorver, ou ensinar somente aquilo que convém. Essa é a intenção daqueles que se introduziriam.

Judas mostra que a síntese dessa dissolução é negar a Deus, negar a Jesus Cristo. Isso significa negar o projeto cujo fundamento é o Senhor Jesus e seu sangue.

O autor da carta queria inicialmente falar sobre salvação, mas sentiu a necessidade de falar sobre a batalha pela fé, visto que é a fé que nos conduz à graça. A fé profética não compactua com a dissolução da graça. Portanto, ele coloca a fé como o elemento que vai preservar a graça, ou seja, o projeto de salvação.

Dissolução também significa perversão de costumes, devassidão, ruína, e isso é claramente observado quando se vê igrejas perdendo o sentido do culto, do evangelho e do louvor verdadeiro, que é santo, puro, perfeito, sem interesses, feito como expressão de almas remidas, anunciando os atos de justiça do Senhor e antecipando a posse do reino.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A grande luta da igreja fiel é no sentido de manter a fé que lhe foi dada. Essa fé, que é a direção do Espírito Santo, é o elemento fundamental para preservar o projeto da graça salvadora.

Não entendemos o projeto em partes.

– Não é possível dissociar salvação do poder do sangue de Jesus.

– Não é possível falar de comunhão sem o poder do sangue de Jesus.

– Não é possível falar de Corpo sem o Sangue.

– Não é possível falar do Espírito Santo sem os dons espirituais.

– Não é possível falar de santificação sem uma operação do Espírito Santo.

– Não é possível pregar o evangelho sem anunciar que o Senhor Jesus vem.

O projeto é único. A salvação é um projeto, revelado na Palavra de Gênesis a Apocalipse, que alcançamos pela fé que nos foi dada no encontro com o Senhor.

 

COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DESSA BATALHA PELA FÉ POR PARTE DA IGREJA, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

“… HAVENDO O SENHOR SALVO UM POVO […] DESTRUIU, DEPOIS, OS QUE NÃO CRERAM”. VS. 5.

 

“Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram;” VS 5

 

COMENTÁRIO:

“Havendo o Senhor salvo um povo […] destruiu, depois, os que não creram.”

O cenário profético apresentado por Judas é comparado à saída de Israel do Egito e à morte no deserto dos que não creram, durante uma caminhada de quarenta anos.

A saída de Israel do Egito foi marcada por sinais, sobretudo, a revelação do sangue do cordeiro que foi passado na verga e nas ombreiras das portas, naquela que foi a última noite do povo no Egito.

Entretanto, mesmo após a saída do Egito e dos sinais que marcaram a caminha pelo deserto eles deixaram de crer e murmuraram contra o Senhor.

 

“Então levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz; e o povo chorou naquela mesma noite. E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Aarão; e toda a congregação lhe disse; Ah, se morrêramos na terra do Egito! ou, ah, se morrêramos neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada, e para que as nossas mulheres e as nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos ao Egito.” Números 14.1-4

 

Desejar morrer no Egito, ou voltar para lá era desprezar aqueles sinais, sobretudo a vida pelo sangue do cordeiro. Era desprezar a promessa da terra que mana leite e mel. Por isso Deus decidiu que, os que deixaram de crer morreriam no deserto.

 

“E todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei, e até nenhum daqueles que me provocaram a verá.” Números 14.22-23.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

É possível que, alguns voltem atrás depois de viveram experiências com o Senhor. Mesmo depois de viveram sinais, depois de crerem e pregarem o poder do sangue de Jesus e sua vinda. É possível que tentem confundir alguns com sua incredulidade. Porém, a igreja fiel deve estar atenta a esses sinais que identificam aqueles que desistiram do projeto da graça salvadora e agora agem sutilmente buscando introduzir uma mentalidade de graça dissolvida a fim de demover alguns da fé profética dada aos santos e que os conduz à graça salvadora.

 

 


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