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PALAVRA AO PROFESSOR – 30-mai-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 30-mai-2015

– TEMA: ORIGENS DA FÉ

– ASSUNTO: FÉ RACIONAL E FÉ PROFÉTICA

– TEXTO FUNDAMENTAL: LUCAS 23.33-43

 

EM LUCAS 23.39 UM DOS MALFEITORES USA O ARGUMENTO RACIONAL QUE JUSTIFICARIA SUA “FE” EM JESUS.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSE ARGUMENTO E DO ENTENDIMENTO PROFÉTICO DA FÉ MANIFESTADO PELO OUTRO MALFEITOR.

 

ARGUMENTO RACIONAL

“… SE TU ÉS O CRISTO, SALVA-TE A TI MESMO, E NÓS.” VS. 39

 

FÉ PROFÉTICA

“… ESTANDO NA MESMA CONDENAÇÃO? – VS. 40

“… LEMBRA-TE DE MIM, QUANDO ENTRARES NO TEU REINO – VS. 42

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

 

OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que:

– A fé tem duas origens: uma relacionada à obra criadora e outra à obra redentora;

– A fé relacionada à obra criadora origina-se na razão. Esse tipo de fé é produzida por uma teologia conduzida pela filosofia que racionaliza a fé e dispensa o Espírito Santo. Tudo nela está relacionado à obra criadora. A esse tipo de fé atribuem-se conquistas, ou “bênçãos” relacionadas ao plano terreno e secular; nesse tipo de fé, o ponto central é o homem.

– A fé relacionada à obra redentora é profética. Ela vem de Deus. Ela é a uma operação do Espírito Santo. Ela gera no homem a esperança de vida eterna e o conduz numa caminhada para a vida eterna; nesse tipo de fé, o ponto central é Deus.

 

 

INTRODUÇÃO

EM LUCAS 23:39 UM DOS MALFEITORES USA O ARGUMENTO RACIONAL QUE JUSTIFICARIA SUA “FE” EM JESUS.

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.”. Lucas 23:39

 

O cenário da cruz mostra dois entendimentos de fé: uma fé em Jesus para a vida eterna e uma fé em Jesus para a vida terrena. A fé da cruz para baixo e a fé da cruz para cima. Portanto duas origens da fé: uma da obra criadora e outra da obra redentora.

O entendimento de fé da obra criadora ali era no sentido de que Jesus poderia salvar-se a si mesmo, salvar a ambos e tudo isso para esta vida presente. Esse tipo de fé admite que alguém seja cristão e até evangélico, mas ao mesmo tempo vivendo ligado ao mundo entendendo que Jesus vai continuar com ele. Salvo uma vez, salvo para sempre.

A fé da Obra redentora leva o homem a desejar eternidade, pois para ele as coisas dessa vida terrena perdem o valor em relação a promessa de vida eterna.

Os dois malfeitos ouviram duas mensagens relacionadas a Jesus:

– “Pai, perdoa-lhes”. Essa mensagem vinha do alto da cruz, vinha de Jesus. Ela expressava o projeto de resgate pelo sangue que Jesus ali estava derramando;

– “Se tu és o Cristo”. Essa mensagem vinha de baixo, vinha do povo, dos religiosos e dos soldados romanos. Ela expressava a dúvida e condicionava a fé.

Os dois malfeitores se posicionaram diante disso. Um recebeu a revelação de Jesus. Nele operou uma profética, porém o outro ficou com a mensagem de “baixo”. Nele operou uma fé racional.

 

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS DESSE ARGUMENTO E DO ENTENDIMENTO PROFÉTICO DA FÉ MANIFESTADO PELO OUTRO MALFEITOR.

 

ARGUMENTO RACIONAL

“… SE TU ÉS O CRISTO, SALVA-TE A TI MESMO, E NÓS.” VS. 39

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.”. Lucas 23:39

 

COMENTÁRIO:

“…se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e nós.”

Esse malfeitor condiciona sua “fé” a uma operação que livrasse o próprio Jesus da cruz, bem como os dois malfeitores. Ele argumenta que Jesus só seria o Cristo se assim o fizesse e, portanto, isso justificaria uma “fé” em Jesus.

Essa era a mesma condição defendida pelo povo e pelos líderes religiosos. Para eles não fazia qualquer sentido o derramar do sangue de Jesus naquela cruz. Por isso diziam: “salva-te a ti mesmo”.

Portanto, a “fé” manifestada pelos religiosos e pelo povo dispensava o sangue e tinha que ser provada com um sinal miraculoso que salvasse para essa vida. Era uma fé racionalizada. Uma fé originada em princípios religiosos. Era uma questão quase que de lógica. Se Ele é o Cristo, não poderia morrer. Se Ele é o Cristo, tem que salvar para essa vida. Se Ele é o Cristo, tinha que restaurar o reino a Israel. Isso era um entendimento religioso e até teológico fundamentado na razão. Era isso que a razão religiosa espera do Messias.

“Se tu és o Cristo” é uma demonstração do desconhecimento e da vida que se opõem à fé profética. O projeto racional aponta para aquilo que é terreno, deseja e se contenta com o que é deste mundo e se acomoda a uma vida pecaminosa.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé cuja origem é a razão atua no ambiente da obra criadora onde tudo converge para essa vida. Essa fé criadora não leva para o céu. Não coloca o homem dentro do projeto de salvação.

A salvação pregada em função dessa “fé” é a salvação das mazelas terrenas e sociais. É a mensagem materialista que despreza o poder do sangue de Jesus que é a operação do Espírito Santo. Ele era um malfeitor sem Cristo e agora será um malfeitor com Cristo sob o argumento de que está na “graça”. Trata-se de uma fé que aceita os sinais, mas não está comprometida com o Sangue. Essa fé criadora, ou racional morre com o homem.

Essa fé concebe um tipo de evangelho social, cuja função é a solução dos problemas relacionados à vida terrena. É estabelecer a igualdade entre os povos, estabelecer a paz, acabar com a fome e trazer a liberdade. Esse tipo de mensagem materialista amparada por essa fé prepara o ambiente para o anticristo: Paz, pão e liberdade.

Jesus não deu resposta a esse malfeitor, porque o Senhor não tem resposta para dar quando se leva a ele uma fé somente para esta vida.

 

FÉ PROFÉTICA

“… ESTANDO NA MESMA CONDENAÇÃO? – VS. 40

“Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?.”. Lucas 23:40

 

COMENTÁRIO:

“…estando na mesma condenação?”

A fé que vai se manifestar na vida do segundo malfeitor o leva ao temor de Deus e ao entendimento de que sua condenação era justa. Ele compreende seu estado de pecador. Essa é a fé profética. Ela não o deixou enganado, mas operou para lhe mostrar seu estado e sua responsabilidade por ele, demonstrada quando disse: “recebemos o que os nossos feitos mereciam”. Vs 41. Ela leva o pecador a desejar salvação, porque gera nele o anseio pela vida eterna.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A fé profética leva o pecador a reconhecer seu estado. Ela opera transformação. É uma fé geradora que opera para a vida eterna. Essa fé não deixa o homem enganado em relação ao pecado e ao projeto de salvação, porque ela é absoluta. Ela não admite relativismo e nem precisa ser confirmada pela razão, pois ela é gerada por uma operação do Espírito Santo.

Apesar de Jesus estar ali na cruz, como homem, estando sob a mesma condenação, o malfeitor que creu nEle alcançou o profético. A fé profética entrou no seu coração de tal maneira que o levou a expressar “este nenhum mal fez”, numa referência ao projeto de resgate do homem através do sangue inocente. Isso identificou Jesus como o Cordeiro de Deus, sem pecado, único capaz de tirar o pecado do mundo e abrir ao homem a porta da salvação.

 

“… LEMBRA-SE DE MIM, QUANDO ENTRARES NO TEU REINO – VS. 42

“E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino..”. Lucas 23:42

 

COMENTÁRIO:

“… lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”

Aquele homem reconheceu Jesus como Senhor. Ele estava seguro disso. Também o reconheceu como salvador quando disse: “Lembra-te de mim”. E ainda o reconheceu como Rei ao dizer: “Quando entrares no teu reino”. Portanto, a fé que operou nele o levou a enxergar o profético. Ele enxergou Jesus como Vítima (cordeiro), Senhor, Salvador e Rei. Ela não estava relacionada àquilo que os religiosos e o povo diziam pela razão. Mas essa fé que o alcançou vinha do alto. A fé geradora vem de Deus e gera no homem a esperança do reino.

O Senhor Jesus lhe respondeu que ele estaria no reino. Portanto, a fé profética gerou novo nascimento, pois Jesus disse que só pode entrar no reino aquele que nascer de novo.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

A igreja fiel foi alcançada por uma fé profética que opera dentro da Obra redentora. Ela leva o homem à revelação de Jesus como Senhor e Salvador que o resgata para a vida eterna. Não é uma fé racional que emerge do homem. É uma fé gerada pela operação do Espírito Santo que o leva a olhar para o Reino celestial e não o terreno. Essa fé não morre com o homem. Ela é viva, porque seu autor está é vivo, por isso mesmo nos conduz para a vida eterna.

Apesar da morte física, este malfeitor viu a glória de Deus, pois através da fé profética ele creu no reino eterno. Mesmo sem ter visto o reino celeste, ele creu nele, vendo-o pela fé profética. Assim também nós cremos e pregamos a vinda do reino do Deus quando Jesus vier para arrebatar a sua igreja. Por isso dizemos: “Maranata! Ora vem Senhor Jesus!”.


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