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PALAVRA AO PROFESSOR – 27-JUN-2015

PALAVRA AO PROFESSOR

ESCOLA BÍBLICA PARA JOVENS E OBREIROS – 27-JUN-2015

– TEMA: A FÉ

ASSUNTO: INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO DA SALVAÇÃO

TEXTO FUNDAMENTAL: ATOS 15.1-35

 

EM ATOS 14.27 PAULO E BARNABÉ TESTEMUNHARAM DA SALVAÇÃO PELA FÉ QUE ALCANÇOU OS GENTIOS.

 

COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS EM ATOS 15, DO ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO DA SALVAÇÃO, E O ENSINO APOSTÓLICO, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO

“… MANDAR-LHES QUE GUARDASSEM A LEI DE MOISÉS.” VS. 5

 

ENSINO APOSTÓLICO

“… MAS CREMOS QUE SEREMOS SALVOS PELA GRAÇA…” VS. 11

“… NÃO LHES TENDO NÓS DADO MANDAMENTO.” VS. 24

“… PARECEU AO ESPÍRITO SANTO E A NÓS…” VS. 28

 

(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida).

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OBSERVAÇÕES:

  1. Haverá um período de 10 minutos no início da reunião para uma pequena dinâmica em classe;
  2. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.

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OBJETIVO DO ESTUDO

Mostrar que:

– O ensino que vem do Espirito Santo é que preserva a salvação do servo;

– a mensagem fora do corpo leva a igreja a perturbação e transtorno da alma;

– Argumentos humanos e religiosos podem atuar sobre a vida do servo na sua caminha, isto é, no processo da salvação, no sentido de desviá-lo da fé profética que lhe foi dada para um sistema humano e religioso, que por fim anula a graça salvadora revelada no encontro com o Senhor.

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INTRODUÇÃO

EM ATOS 14.27 PAULO E BARNABÉ TESTEMUNHARAM DA SALVAÇÃO PELA FÉ QUE ALCANÇOU OS GENTIOS.

“E quando chegaram, e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”. Atos 14.27

O apóstolo Paulo e Barnabé foram enviados, por revelação do Espírito Santo, da Igreja de Antioquia para anunciarem o evangelho da graça. Nessa viajem, Paulo compreende, diante da rejeição de alguns judeus, que o evangelho era de fato também para os gentios, os quais ele passou a focar como apóstolo.

“Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era necessário que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.” Atos 13.46-47.

Agora, alcançados pela graça, Paulo exorta aos gentios a permanecerem na fé, mostrando com isso que, para preservar a salvação alcançada pela graça é necessário o exercício da fé que vem de Deus para santificação do Espírito. O próprio apóstolo Paulo confirmou isso quando disse: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé…”. Efésio 2.8.

A salvação é decorrente da graça, isto é, do favor de Deus. Entretanto, o instrumento que nos liga a esse favor não merecido é a fé. A graça é a disposição de Deus para salvar e a fé é o elemento criado por Deus na eternidade para colocar o homem dentro da graça para sua salvação. Essa fé não é gerada pelo homem, mas vem de Deus.

A fé que vem de Deus alcança o homem em um determinado momento de sua vida quando o Senhor se revela a ele num encontro para a salvação. Ela é dada ao homem no encontro, a fim de que esse homem seja conduzido por ela (pela fé) numa caminhada em santificação para eternidade.

Ao retornarem a Antioquia, Paulo e Barnabé reuniram a igreja para testemunharem da salvação estendida aos gentios, mostrando que a salvação é pela graça mediante a fé: “… quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.” Atos 14.27. A fé é comparada por ele à porta. A graça salvadora é para todos, porém é preciso entrar pela porta. Só há uma porta. A fé é a porta que se abre para que por ela o homem possa acessar a graça. Essa fé só é possível quando o Espírito Santo revela o Senhor Jesus, pois Ele é o autor da fé, isto é, Ele é quem gera essa fé no coração do homem. Pela fé entramos pela porta que se nos abriu. O Senhor Jesus é a porta aberta pela qual entramos pela fé para salvação.

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COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS EM ATOS 15, DO ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO DA SALVAÇÃO, E O ENSINO APOSTÓLICO, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

ENSINO QUE INTERFERE NO PROCESSO

“… MANDAR-LHES QUE GUARDASSEM A LEI DE MOISÉS.”VS. 5

“Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés”. Atos15. 5

 

COMENTÁRIO:

A igreja já estava estabelecida e com certa estrutura, inclusive com um crescimento notável. Exatamente nesse momento de crescimento surgem alguns desvios doutrinários que, se não combatidos, poderiam interferir no processo da salvação de muitos gentios que estavam se convertendo aceitando a graça.

Alguns judeus, grandes conhecedores da lei de Moisés passaram a vincular a salvação às obras da lei, a ponto de ensinarem que não seria possível salvação sem as obras da lei (Vs. 1). Para eles então, a salvação pela graça deveria ser vivida sob a lei.

Isso era uma interferência no processo de salvação estabelecido por Deus em santificação do Espírito, porque guardar a lei de Moisés estava no contexto do entendimento de salvação no VT, que era pelas obras da Lei.

Agora, após o derramamento do Espirito Santo sobre a igreja seu entendimento de salvação alcançou o profético: A graça de Deus foi manifestada em Jesus. Ele é a porta da graça que se nos abre pela fé para ser vivida em santificação do Espírito.

“Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios, que continuamente se oferecem, cada ano, poderá aperfeiçoar os que a eles se chegam.” Hebreus 10.1

 

ASPECTO PROFÉTICO:

O ensino que os judeus queriam inserir na vida dos crentes não contestava o ato da salvação em Jesus, mas sim a forma de vida após o encontro com o Senhor Jesus. Esse ensino era produto de uma interpretação literal da lei de Moisés no Velho Testamento. Assim, a fé dada ao crente no encontro com Jesus a fim de que ele fosse agora santificado pelo Espírito Santo, ouvindo sua voz no processo, seria descaracterizada, haja vista que o crente teria que guardar dias, festas, ritos, alimentos, etc. Nesse sentido, o Espírito Santo é uma figura dispensável. Não é Ele quem fala, não é Ele quem santifica, mas é o esforço humano produzindo obras para justificar o homem diante de Deus. Quanto a isso, Paulo diz:

“Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” Gál. 5.4.

De uma forma geral, não vemos contestação à salvação em Jesus. Entretanto, a grande preocupação do servo deve ser a forma como a salvação será vivida após o encontro com o Senhor Jesus. No processo da salvação, o mesmo Espírito que operou no encontro vai continuar operando. Por isso a fé nos foi dada, a fim de que o servo creia e obedeça a voz do Espírito na caminhada.

Porém, é possível que alguns tentem inserir ensinos fundamentados em interpretações pessoais, humanas, teológicas e filosóficas na vida do servo e na vida da igreja, deslocando o ensino apostólico que é resultado da operação do Espírito Santo, criando um sistema religioso dirigido pela razão humana, onde a graça é substituída pelo esforço e virtude humana. Esse tipo de processo anula o ato, isto é, anula a salvação revelada pela graça.

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COMENTAR OS ASPECTOS PROFÉTICOS EM ATOS 15, DO ENSINOQUE INTERFERE NO PROCESSO DA SALVAÇÃO, E O ENSINO APOSTÓLICO, NAS SEGUINTES EXPRESSÕES:

 

ENSINO APOSTÓLICO

“… MAS CREMOS QUE SEREMOS SALVOS PELA GRAÇA…” VS. 11

“Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também.”. Atos15. 11

 

COMENTÁRIO:

O apóstolo Pedro contestou a necessidade de que a igreja guardasse a lei, visto que ela recebeu o Espírito Santo, por quem ela seria conduzida em sua caminhada (Vs.8). Ele mostra que o coração do servo é purificado, ou santificado, pelo Espírito por meio da fé, conforme o versículo 9. Pedro chega a ponto de considerar a imposição da lei à igreja como “tentar a Deus”, uma vez que nem os antepassados, nem eles, puderam suportar o peso da lei (Vs. 10).

Assim, ele reafirma que a graça é suficiente para a salvação tanto do judeu como dos gentios.

Seremos salvos pela graça = seremos (corpo); graça (favor imerecido). A graça alcança o homem sem que o mesmo mereça e a fé o justifica para a salvação.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

O ensino apostólico de salvação pela graça é apresentado dentro de um contexto, onde Pedro insere o Espírito Santo que a igreja recebeu (Vs. 8) e a fé que foi dada ao crente (Vs. 9). Portanto, somos salvos pela graça, que é preservada por uma operação do Espírito Santo na vida do servo no processo da salvação, mediante a fé que lhe foi dada para obediência a voz do Espírito.

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ENSINO APOSTÓLICO

“… NÃO LHES TENDO NÓS DADO MANDAMENTO.” VS. 24

“Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma (não lhes tendo nós dado mandamento),” Atos15. 24

 

COMENTÁRIO:

A resposta aos irmãos sobre aquele ensino trazido pelos judeus foi no sentido de mostrar que ele não vinha dos apóstolos. As palavras ditas por eles (fariseus) traziam transtorno, ou confusão para a alma, exatamente pelo fato de não sido orientada por eles.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

“alguns que saíram dentre nós” – é uma referência a um grupo que estava no meio da igreja, mas sem comunhão com o Corpo, tentando trazer para dentro aquilo que está lá fora. Para esses, é melhor o que vem de fora do que aquilo que o Espírito Santo está revelando no Corpo.

 

“vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma” – “Com palavras”, ou seja, com argumentos. Palavras que são copiadas de fora, que imitam os de fora. Palavras que não foram orientadas pelo “Corpo”. Experiências que não foram geradas no Corpo não cabem nessa Obra. Acabam trazendo perturbação para o rebanho e transtorno à alma do crente.

 

“não lhes tendo nós dado mandamento” – A palavra “mandamento” aqui no texto está relacionada a ordenanças e não mandamento conforme o conceito do VT.

O ensino que viria para a igreja teria que ser o ensino produzido pelos apóstolos, ou seja, pelo “Corpo”. Aqueles que traziam qualquer ensino que não tivesse sido “mandado”, ou ordenado pelos apóstolos, ou seja, não estivesse de acordo com a “doutrina apostólica”, esse ensino estava fora da ordenação do “Corpo”. Quem faz isso está fazendo algo que não está ordenado a fazer. Por isso a palavra mandamento, ou ordenança. Não foram ordenados para isso. A ordenação é para pregar revelação e não aquilo que “achamos melhor”.

Isso porque o ensino que vem do corpo (verso 28) é aquele que “parece bem ao Espírito Santo (em primeiro lugar) e depois a nós”. E esse é o ensino aceito pelo Corpo, ou seja, pela igreja.

A colocação feita pelos apóstolos quanto a esse tipo de ensino “fora do corpo” é que ele vem com palavras que causam perturbação e transtorno entre o povo.

Aquilo que não vem do corpo e não é segundo a revelação do Espírito Santo (não parece bem ao Espírito Santo) só causa transtorno e perturbação.

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ENSINO APOSTÓLICO

“… PARECEU BEM AO ESPÍRITO SANTO E A NÓS…” VS. 28

“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:” Atos15. 28

 

COMENTÁRIO:

A doutrina de salvação pela graça foi confirmada pelo Espírito Santo. O ensino que estava sendo levado à igreja era aquele que “pareceu bem ao Espírito Santo”. Portanto, não se tratava da opinião de Pedro, Tiago, ou qualquer outro apóstolo. Aos apóstolos coube aceitar de bom grado o que veio do Espírito Santo: Não impor encargo da lei sobre a igreja, pois a salvação é pela graça.

 

ASPECTO PROFÉTICO:

O ensino vivido pela igreja é aquele que “parece bem ao Espirito Santo” e aquilo que parece bem ao Espírito Santo é aquilo que é revelado por ELE.

Aquilo que pregamos, de igual forma também deve ser o que “parece bem ao Espírito Santo”.

O ensino não é uma interpretação pessoal, não é o que o pregador acha, mas é aquilo que vem do Corpo.

Quando nos dispomos pela fé a ouvirmos o Espírito Santo, a salvação alcançada pela graça é preservada na vida do servo e na vida da igreja.

Pareceu bem ao Espírito Santo preservar a salvação da igreja mediante Sua manifestação e Seu governo, ao qual o servo e a igreja se submetem pela fé.

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